Aracaju (SE), 01 de julho de 2026
POR: SES
Fonte: SES
Em: 22/11/2017
Pub.: 23 de novembro de 2017

SES implanta serviço para pessoas com deficiência e realiza sonhos

“Há seis anos que meu filho espera por esse tratamento odontológico. Até mesmo consulta era difícil. Foi uma longa espera que agora terminou, graças a Deus. Estou muito feliz e satisfeita com a equipe, que cuidou do meu filho com muito empenho e dedicação”. A declaração é da mãe de um rapaz com deficiência que foi submetido a tratamento odontológico com anestesia geral no Hospital de Itabaiana, serviço implantado há pouco mais de um mês pelo governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

O tratamento odontológico com cirurgia geral é pioneiro na gestão estadual e já dá resultados concretos. Foram realizadas em pouco mais de um mês 14 cirurgias odontológicas com anestesia geral para pessoas com deficiência. “Diminuímos a fila de uma demanda reprimida que vem se formando ao longo dos anos. Para se ter uma ideia do quanto este serviço é essencial, basta saber que os pacientes que chegam a nós nunca tiveram acesso a tratamentos odontológicos”, explicou o responsável pelo serviço, o cirurgião-dentista Tadeu Roriz.

O depoimento de uma outra mãe atesta com precisão o acerto do governo do Estado ao disponibilizar o serviço. “Hoje pra mim foi a realização de um sonho. Há mais de quatro anos que estávamos em uma lista de espera e nada. Hoje conseguimos fazer a cirurgia que meu filho precisava com urgência e vejo que ele vai ficar bem. Agradeço a Deus por essa equipe maravilhosa que acolheu meu filho”, disse a mulher que preferiu não se identificar.

O serviço é novo, resolutivo e humanizado. Segundo Tadeu Roriz, quando o paciente chega para o tratamento cirúrgico nele são realizados todos os procedimentos odontológicos de que necessita. “Por exemplo, se ele precisa de 14 extrações, raspagem, limpeza e aplicação de selante, tudo é realizado daquela única vez, ou seja, fazemos o tratamento odontológico completo, o que não acontece quando o atendimento é ambulatorial”, destacou Roriz, acrescentando que é gasto em média duas horas com cada paciente.

A humanização vai mais além, conforme enfatiza o cirurgião-dentista. “Tivemos o caso de um paciente que precisava de cuidados odontológicos, mas também necessitava fazer um procedimento ortopédico, pois estava com uma fratura nasal. Aproveitamos o momento cirúrgico para fazer as duas coisas”, relatou Tadeu Roriz, destacando duas situações neste caso: a relação multiprofissional que existe no Hospital de Itabaiana e o bom gerenciamento para o Estado, com a economia de custos.

Perfil
O número de cirurgias realizadas nesse período seria 16, caso todos os pacientes tivessem comparecido ao tratamento. Mas, não foi isso que aconteceu. Duas pessoas perderam a vaga agendada: uma não conseguiu sequer entrar no táxi que a levaria à unidade hospitalar e a outra resistiu em entrar no hospital, segundo in formou Roriz, salientando que, em casos de pessoas com deficiência e a depender da deficiência esse tipo de reação é esperada.

Os pacientes da equipe cirúrgica – cirurgião-dentista, anestesista, enfermeiro e auxiliar de enfermagem – são pessoas com autismo, esquizofrenia, paralisia cerebral e sindrômicos, entre outros. São homens e mulheres, crianças e adultos que nunca receberam cuidados odontológicos.

 

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