SES realiza oficina para elaboração da programação geral de ações e serviços de Saúde
SES realiza oficina para elaboração da programação geral de ações e serviços de Saúde (Foto: Ascom/SES)
O objetivo da oficina é o de capacitar os técnicos que irão trabalhar a reformulação da programação geral de ações e serviços de saúde que existem atualmente no Estado, que é datada de 2010, mas iniciada efetivamente em 2011, contendo as diretrizes do Ministério da Saúde, que já estão revogadas. Segundo informações da diretora de Gestão de Sistema, Márcia Guimarães, o que se pretende é promover uma revitalização dessa programação, tem do em vista o aumento da população e os parâmetros e indicadores epidemiológicos.
“A necessidade da revisão da Programação Pactuada Integrada (PPI) é de extrema importância para o sistema de saúde, conformado pelos três entes (União, Estado e Municípios), considerando que a vigente tem base em 2010, sendo que as alterações feitas ao longo dos últimos sete anos ocorreram somente a partir de pactuações de transferências”, explicou a diretora de Gestão de Sistema, Márcia Guimarães.
Em sua fala, o secretário Almeida Lima destaca a importância da pactuação das ações e serviços de saúde pública pelos entes federados, falou sobre a atuação transparente da Secretaria de Estado da saúde, seguindo orientação expressa do governador Jackson Barreto, e alertou para o que ele considera como o principal entrave na área da saúde: o sistema SUS.
“Há 10 meses à frente da Secretaria de Estado da Saúde chego à conclusão de que o maior problema na saúde não é a escassez de financiamento. Com isso não digo que o volume de recursos é suficiente. Mas, para mim, o maior problema está no sistema do SUS, que é muito complexo. O usuário não conhece a sua complexidade; o cidadão não sabe a quem se dirigir para cobrar atendimento, para solicitar uma tomografia, por exemplo. E isso precisamos melhorar, precisamos que o usuário possa saber a quem se dirigir para cobrar atendimento ou responsabilizar pela falta dele. Precisamos facilitar as coisas para a população”, reforçou o secretário.
O procurador do MPF, Ramiro Rockenbach, falou sobre a importância do esforço de os entes da federação buscarem a pactuação dos serviços de saúde, de fazerem algo negociado, mas enfatizou que nenhum tipo de necessidade da saúde da população pode ficar de fora. “Porque se isso não ficar claro e regrado, se todas as necessidades de saúde da população não forem contempladas na pactuação, no futuro poderá haver ações judiciais que podem acabar comprometendo o SUS como um todo”, sugeriu.
A técnica do Departamento de Regulação, Programação e Sistema de Informação do Ministério da Saúde, Carla Sizoto, participa da capacitação para dar suporte aos trabalhos. “É uma oficina para uma discussão sobre o planejamento e a programação geral e a gente está aqui como apoio e suporte ao Estado de Sergipe e suas Regiões de Saúde. A grade discussão que a gente traz hoje é que a programação ela deve ser embasada em uma necessidade de saúde e programada no decorrer do tempo através de um percentual de alcance da sua locação financeira”, salientou.
Márcia Guimarães enfatizou que a Programação Geral das Ações e Serviços de Saúde consiste em um processo de negociação e pactuação entre os gestores, onde são definidos os quantitativos físicos e financeiros das ações e serviços de saúde a serem desenvolvidos no âmbito regional, partindo da realidade municipal.