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Aracaju (SE), 04 de julho de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 06/12/2017
Pub.: 06 de dezembro de 2017

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes oferece tratamento eficaz contra hipertensão na gravidez

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes oferece tratamento eficaz contra hipertensão na gravidez (Foto: SES/SE)

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes oferece tratamento eficaz contra hipertensão na gravidez (Foto: SES/SE)

A hipertensão tem sido motivo de sofrimento para muitas mulheres que engravidam dentro de um determinado grupo de risco. Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), referência em atender essas pessoas, o trabalho para evitar que mãe e bebê venham a falecer, por esse mal, é muito intenso. O médico Matheus Kummer explica que a hipertensão é a maior causa de morte materna no Brasil.

Ele observa que os principais motivos que podem levar os pacientes a óbito por causa da hipertensão estão relacionadas ao estilo de vida da mãe, que pode não ser adequado. O álcool, drogas, fumo, ou ainda a não realização de um pré-natal bem feito, podem conduzir ao falecimento de mãe e filho. “Em alguns casos que apresentam hipertensão, é preciso realizar o parto no período anterior às 37 semanas”, diz o médico

Ele explica que a doença pode conduzir, ainda, à Síndrome de Help, que é uma complicação mais grave, devendo ser tratada com dietas especiais e exames específicos.  Nesse ponto, Matheus atenta que a MNSL é uma referência para gestantes de alto risco e o local ideal para tratar a hipertensão em gestantes. “É importante lembrar que as mulheres, ao sairem daqui, não ficam abandonadas. Elas recebem orientação e são convidadas ao atendimento no ambulatório da maternidade até o fim da gestação”, enfatiza o obstetra.

A doença
Há dois tipos de hipertensão. A gestacional ocorre durante a gravidez, podendo a mulher voltar ao normal após o parto. Ela pode aparecer a partir da 20ª semana e, na maioria dos caos, surge apenas no final da gestação. É importante lembrar que esse tipo de hipertensão pode oferecer risco para que no futuro a doença se torne crônica. Um fato curioso  e novo, é que as mulheres grávidas ao manterem relações com um parceiro diferente do pai de seu filho, podem adquirir hipertensão porque o novo esperma causa inflamação na gestante.

Vida
Algumas pessoas podem desenvolver a hipertensão gestacional de formas diferenciadas. Uma delas é a que ocorreu com Ingrid Virginia Melo dos Santos, de 25 anos. Ela passou mal em um determinado momento, sentiu fortes dores de cabeça, ficou tonta e começou a vomitar. O fato ocorreu no sexto mês de gravidez. Mas, Ingrid foi mais uma socorrida e tratada na MNSL. Sua filha, Heloísa Helena, nasceu com sete meses e, hoje, estão bem mãe e filha.

Francileni dos Santos Menezes, só descobriu que era hipertensa na 20ª semana de gestação. Ela ficou internada na Ala Rosa, destinada ao tratamento da doença e recuperada, viu nascer suas filhas gêmeas por parto cesáreo.  E foi na MNSL, que a técnica de enfermagem, Ana Paula Ferreira, controlou seu problema com a pressão arterial. Ela foi tratada e orientada. Está na 37ª semana e sua pressão está controlada. “Aprendi muito aqui. Ao sair levarei uma vida mais saudável”, garante a gestante.

Síndriome de Help
Ela é uma complicação obstétrica rara, pouco conhecida e de difícil diagnóstico, que acontece durante a gravidez ou no pós parto, podendo causar a morte da mãe. Normalmente, a Síndrome de Hellp ocorre com o agravamento no quadro de mulheres que sofreram de pré-eclâmpsia, ou seja, hipertensão gerada pela gravidez. Estima-se que 8% das gestantes que sofrem de pré-eclampsia desenvolvam a síndrome. Esse número indica, em porcentagem geral, que o problema atinge de 0.2% a 0.6% das gestações.

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