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Aracaju (SE), 04 de julho de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 06/12/2017
Pub.: 06 de dezembro de 2017

Pacientes dos 75 municípios sergipanos realizam exames de pré-natal através do Protege

Superintendente do Lacen, Danuza Duarte (Foto: SES/SE)

Superintendente do Lacen, Danuza Duarte (Foto: SES/SE)

Exames preconizados pelo Ministério da Saúde podem ser ofertados a cidadãs moradoras dos 75 municípios sergipanos através do Programa de Proteção à Gestante (Protege). Os exames, cujos kits compreendem os de HIV/Aids, sífilis, hepatite B e C, e toxoplasmose, são disponibilizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), mediante contratualização com a Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH). O objetivo é garantir a segurança em saúde de mulheres e seus respectivos bebês.

Helga Muller Mengel, responsável pela Coordenação da Rede Materna e Infantil da SES, explica que os exames são realizados durante o pré-natal em duas etapas – na adesão, quando a gestante é captada numa dada Unidade Básica de Saúde (UBS), e na conclusão, quando a paciente repete alguns desses exames antes do parto.

“Na adesão da mulher ao pré-natal torna-se possível detectar essas morbidades através da orientação dada pelo enfermeiro rumo a esses procedimentos. No final da gestação, aproximadamente, no oitavo mês, ela volta a realizar os de HIV/Aids, sífilis e hepatite B. Caso haja algum resultado positivo para sífilis ou hepatite a paciente segue para tratamento na própria UBS. Se o exame de HIV/Aids der positivo, a mesma será encaminhada para o Cemar [Centro de Especialidades Médicas de Aracaju], onde também será contemplada pelos serviços do Programa Estadual IST/Aids”, explicou Helga.

Lacen
Os exames previstos no Protege estão inseridos na Rede Cegonha, estratégia de remodelagem da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher. As amostras de sangue das pacientes são coletadas em papel em filtro, na própria UBS, e em seguida é cadastrada pelo município através do Sistema Gal – Gerenciador de Ambiente Laboratorial. O município, por sua vez, transporta amostras em caixas térmicas para o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), sendo elas já cadastradas. Lá, elas são triadas e processadas no laboratório de imunologia.

“Profissionais do Lacen analisam e processam materiais em equipamento através da metodologia Elisa, do inglês Enzyme Linked ImmunonoSorbent Assay. Assim que concluído o trabalho, o município recebe o laudo interfaciado através do Sistema Gal (online). Caso haja algum reagente para HIV/Aids, o Lacen solicita à UBS uma segunda amostra de sangue e esta é encaminhada para o laboratório para uma segunda metodologia, que é o teste confirmatório. Se positivo, a paciente é direcionada ao Cemar”, explicou a superintendente do Lacen, Danuza Duarte.

Todos os exames necessários para o diagnóstico do HIV/Aids, em se tratando de gestantes, são processados no Lacen.  A pedido do Cemar, o laboratório ainda pode realizar o monitoramento da paciente através do exame de carga viral do HIV, cujo resultado segue para o laboratório de biologia molecular do Lacen. A liberação dos resultados dos exames é processada em até 10 dias, tempo considerado oportuno.

“Atuam em todo esse processo uma equipe multiprofissional formada por farmacêutico, biomédico e biólogo. No caso das gestantes inseridas no Protege são feitos, em média, quatro mil exames por mês, cujo status do exame pode ser acompanhado pelo município através do Sistema Gal. Diante de todo esse fluxo, é extremamente importante que os profissionais da Atenção Básica, inseridos nas UBS, façam a buscativa dessas gestantes, a fim de que o pré-natal seja realizado como recomenda o Ministério da Saúde, considerando que o Estado dispõe dos exames gestacionais de forma a evitar problemáticas, como a sífilis congênita e o HIV em bebês”, concluiu Danuza.

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