Superintendente do Huse responde com a verdade as denúncias veiculadas pelo Jornal Cinform e pela presidente do Sindicato de Enfermeiros do Estado de Sergipe
Superintendente do Huse responde com a verdade as denúncias veiculadas pelo Jornal Cinform e pela presidente do Sindicato de Enfermeiros do Estado de Sergipe (Foto: SES/SE)
“Ficamos tristes com as falsas informações divulgadas no Jornal Cinform, através do jornalista César Gama, e pela presidente do SEESE, Shirley Morales. Isso não pode ficar barato, eles fizeram uma acusação séria, a gestão é transparente e estamos falando de superlotação há 9 meses. A presidente do SEESE deveria vir aqui dar uma sugestão de como reverter esse problema e não espalhar o caos na sociedade. É uma mentira dizer que a gente divide equipamentos e insumos entre os pacientes, temos sondas com capacidade de sobra para atender a população. Outra coisa, se essa prática fosse verdadeira revelaria apenas a sua omissão e prevaricação. Entendo que mais uma vez o sindicato está sendo usado pela sua presidente para palanque eleitoreiro”, afirmou.
O superintendente destacou ainda sobre a situação da mortalidade na Área Vermelha, citada na matéria. “Nós estamos dentro da quantidade de pacientes, infelizmente nós temos que perseguir a diminuição da mortalidade, porém, pela gravidade dos pacientes que advém para a Área Vermelha a mortalidade é alta, mas dentro dos níveis normais e esperados. Nas primeiras 24 horas nós temos uma taxa de mortalidade de 12%, passando das 24 horas ela pode chegar a 31%, mas é importante ressaltar que ninguém deixou de ser assistido. Volto a afirmar que não há divisão de insumos e equipamentos entre pacientes, que isso é uma mentira e ela terá que provar no meio judicial”, declarou.
Luiz Eduardo disse que algumas medidas já estão sendo adotadas contra as denúncias infundadas. “Uma ação coletiva será adotada em respeito a imprensa séria e responsável e em respeito à sociedade. Vamos entrar com uma ação coletiva contra a enfermeira Shirley Morales, o SEESE, o Cinform e o jornalista César Gama,que serão responsabilizados civil e criminalmente a provar o que eles publicizaram de forma tão irresponsável e insana”, enfatizou.
A infectologista do Huse, Iza Lobo, participou da coletiva e destacou pontos importantes sobre infecção hospitalar de modo geral e afirmou que a taxa de infecção hospitalar no Huse está dentro do que é a realidade e é acompanhado e orientado pelo Centro de Controle de Infecção Hospitalar.
“A nossa taxa está dentro do que é a realidade, a taxa de mortalidade na Área Vermelha não pode ser apontada pela infecção hospitalar, são pacientes críticos e com diagnósticos de alta gravidade e alta mortalidade associado a eles. A gente fica alarmado com esse número de 40% citado, mas se você não analisar isso com ciência do que é o dado geral, a gente fica assustado. Uma UTI como a nossa que é de politrauma é esperado uma taxa de mortalidade próximo de 40%, as taxas de mortalidade em geral é em torno de 20 a 40%, isso em todos os lugares. Já em uma UTI cardíaca ocorre muito menos a mortalidade por infecção hospitalar; é menos que um terço disso. A gente tem que analisar os dados de forma séria, estratificando, observando o que está acontecendo, falar que se compartilha sonda de outros pacientes, isso não existe, a gente tem orientação da CCIH de prevenção de risco”, informou.
Outra inverdade destacada no jornal foi a respeito da quantidade de equipamentos utilizados na Área Vermelha e de só existirem 4 monitores. O coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, contestou. “Nós temos 16 pontos de oxigênio, capacidade para 16 leitos, porém, nós temos 20 monitores, já sabendo que existe a superlotação, porque se não entrar no Huse o paciente morre, então, é melhor entrar num número a mais da sua capacidade mas termos a condição de garantir a assistência mesmo com a superlotação, então, hoje nós temos 20 monitores, ventilador de transporte, novos respiradores e nenhum paciente está desassistido”, concluiu.