FLUTUANTE HOME Nexxus Central de Exames
Aracaju (SE), 12 de outubro de 2026
POR: Díjna Torres
Fonte: Assessoria
Em: 12/10/2026 às 11:11
Pub.: 12 de outubro de 2026

Sergipana Isis Broken conquista prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival do Rio 2026

Atriz é reconhecida por sua atuação em A Margem do Rio, longa-metragem que também levou o Troféu Redentor de Melhor Filme e destaca a força do cinema nordestino no cenário nacional e internacional.
Sergipana Isis Broken conquista prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival do Rio 2026 - Foto: Assessoria
A atriz sergipana Isis Broken conquistou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival do Rio 2026, uma das principais vitrines do cinema brasileiro. O reconhecimento foi dividido igualmente entre Isis Broken e as atrizes Renna Costa e Artia, consagradas conjuntamente pelas atuações no longa-metragem A Margem do Rio, que também recebeu o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem. Os vencedores da 28ª edição do festival foram anunciados na noite de ontem, dia 11 de outubro.
 
Dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho, A Margem do Rio reúne uma equipe nordestina em uma produção que atravessa questões de pertencimento, comunidade e resistência LGBTQIA+. O filme também aborda as relações entre religião, política e as transformações sociais que atravessam os territórios e as vivências de suas personagens.
 
A conquista de Isis representa mais um capítulo de uma trajetória que vem ganhando visibilidade dentro e fora do Brasil. Antes de chegar ao Festival do Rio, A Margem do Rio percorreu festivais nacionais e internacionais, conquistando reconhecimento no circuito cinematográfico, incluindo uma premiação em Locarno, na Suíça.
 
Para a atriz, voltar ao Festival do Rio em um momento de reconhecimento tão significativo tem um valor especial. Na edição anterior, ela participou do evento com o documentário Apolo, que conquistou dois prêmios. Agora, retorna com um novo trabalho premiado, ampliando sua presença em um dos espaços mais importantes de celebração e circulação do audiovisual brasileiro.
 
“Para mim, é recompensador demais. Eu fico muito feliz em ver que o filme está ganhando notoriedade não só nacional, agora no Festival do Rio, mas também internacional. A gente acabou de ganhar um prêmio em Locarno”, celebra Isis.
 
A atriz destaca ainda a complexidade da narrativa e a construção das personagens como elementos importantes para a força do longa. Segundo ela, o filme aborda a ascensão do bolsonarismo dentro das igrejas e as contradições que emergem dessa relação, sem deixar de lado a dimensão afetiva e existencial das mulheres que conduzem a história.
 
“É um filme que fala muito sobre a ascensão desse bolsonarismo dentro das igrejas, de como isso é perverso, de como se moldam as complexidades das coisas dentro desse roteiro”, afirma.
 
Isis também ressalta a maneira como as personagens vêm sendo recebidas pela crítica. Para ela, a força das interpretações está justamente nas particularidades de cada figura e na construção de relações que dão leveza, profundidade e humanidade à narrativa.
 
A conquista no Festival do Rio também reacende uma discussão importante para a atriz, que é a de reforçar a necessidade de ampliar o espaço destinado ao cinema produzido no Nordeste. Apesar da diversidade de histórias, linguagens e experiências que caracterizam a produção audiovisual da região, as obras nordestinas ainda enfrentam desafios para alcançar públicos mais amplos e romper com representações frequentemente limitadas a estereótipos.
 
“O cinema brasileiro, principalmente o cinema nordestino, merece mais público. Ele merece ser visto, merece ser divulgado, merece estar nos holofotes, não só no Brasil, mas no mundo”, defende.
 
O reconhecimento de A Margem do Rio e de suas atrizes evidencia a potência de narrativas construídas a partir de outras perspectivas, que colocam no centro personagens, territórios e experiências historicamente invisibilizados. Para Isis Broken, o prêmio é uma conquista individual e coletiva, que celebra seu trabalho como atriz, a trajetória de uma produção nordestina e a possibilidade de fazer com que histórias nascidas na região alcancem novas telas e públicos.
 
Com o Troféu Redentor de Melhor Atriz Coadjuvante e a vitória do longa na categoria de Melhor Filme, o Festival do Rio 2026 marca mais um momento importante para a carreira da artista sergipana e para a valorização do cinema nordestino no Brasil e no exterior.

Notícias Indicadas

WhatsApp

Entre e receba as notícias do dia

Matérias em destaque


Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação