Com menos de um ano de contrato, Iguá passa por ampliação de investimentos, supera adversidades e possíveis sabotagens
O caso da Iguá em Sergipe, através da concessão da DESO, é um dos movimentos mais significativos do setor de saneamento no Nordeste recentemente. A transição de um modelo estatal para uma concessão privada em uma região com desafios hídricos históricos exige uma estratégia agressiva.
Acima, a Folha de Sergipe traz uma análise detalhada sobre como a concessionária está lidando com esses três pilares mencionados:
Diferente de outras concessões que esperam o segundo ou terceiro ano para grandes obras, a Iguá em Sergipe entrou com um foco em recuperação imediata.
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Investimento em Infraestrutura:
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Tecnologia de Ponta: Implementação de sistemas de automação para monitorar a pressão da rede, permitindo identificar vazamentos antes mesmo da população notar a queda no abastecimento.
2. Superação de Adversidades e Sabotagens
Em processos semelhantes, é comum o surgimento de “gargalos operacionais” que podem ser interpretados como falhas de transição ou, em casos extremos, interferências externas:
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Manutenções de Emergência: A concessionária herdou uma rede com décadas de problemas. O desafio tem sido realizar manutenções pesadas sem interromper o fluxo para cidades que já sofrem com o desabastecimento.
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Resposta a Incidentes:
3. Compromisso com a População e Atendimento
Este é o ponto onde a Iguá tenta se diferenciar da antiga gestão estatal através da “humanização” do serviço:
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Canais de Atendimento Digitais: Implementação de WhatsApp e aplicativos que funcionam 24h, buscando reduzir o tempo de resposta para protocolos de falta d’água.
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Tarifa Social: A manutenção e expansão da Tarifa Social é uma peça chave para garantir a aceitação da concessão em áreas de baixa renda (A Tarifa Social já beneficia mais de 100 mil famílias e deve alcançar mais de 15% da população sergipana após a ampliação, garantindo descontos de até 50% na conta de água);
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Transparência e Comunicação: Reafirmar o compromisso através de notas oficiais e presença nas comunidades ajuda a combater o ceticismo que naturalmente surge com a mudança de gestão. Além do fortalecimento com a imprensa através de um serviço de porta-voz extremamente atuante através do experiente Flávio Vieira.
O Contexto de Sergipe
A Iguá assumiu os serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário em setores específicos, enquanto a DESO continua responsável pela captação e tratamento em parte do sistema. Essa operação “fatiada” exige uma coordenação técnica impecável entre a estatal e a concessionária privada para que o consumidor final não seja prejudicado.
Faltando menos de um mês para completar um ano de operação plena, iniciada em 1º de maio de 2025, a Iguá Sergipe consolida avanços importantes na ampliação do abastecimento de água e do esgotamento sanitário no estado. Com contrato de 35 anos, a concessão prevê R$ 6,3 bilhões em investimentos, além de R$ 4,5 bilhões em outorga, geração de cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos e atendimento a mais de 2 milhões de clientes sergipanos.
Como resultado das ações, 81 localidades que enfrentavam desabastecimento crônico tiveram a situação regularizada em menos de um ano. Até 2033, estão previstos mais de R$ 6 bilhões em investimentos para universalizar os serviços de água e esgoto em Sergipe.