Breno Garibalde alerta para lixões clandestinos em Aracaju
Durante sessão plenária desta quarta-feira, 17, na tribuna da Câmara de Aracaju, o vereador Breno Garibalde voltou a chamar a atenção para o problema do descarte irregular de lixo e entulho em diferentes regiões da capital. O parlamentar alertou para o surgimento de novos pontos de acúmulo de resíduos, comparando a situação aos antigos lixões de Sergipe.
Breno destacou que o encerramento do lixão do bairro Santa Maria e de outros depósitos irregulares em Sergipe foi resultado de uma força-tarefa entre o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado. Mas, segundo ele, a prática do descarte clandestino continua acontecendo em vários bairros de Aracaju.
Para ilustrar a denúncia, o vereador exibiu um vídeo mostrando um grande volume de resíduos descartados a céu aberto na Avenida Apolônio de Carvalho, entre os bairros Santa Maria e 17 de Março. No local, é possível encontrar carcaças de animais, lixo doméstico e entulho da construção civil.
“É uma situação que causa riscos à população e danos ao meio ambiente. A gente não pode achar esse tipo de atitude normal”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que o problema não está restrito a uma única região da cidade. Segundo ele, bairros como Aruana, São Conrado, Coroa do Meio, Santa Maria, Farolândia e 17 de Março enfrentam situações semelhantes. Breno observou ainda que, se antes a responsabilidade pelo descarte irregular era frequentemente atribuída aos carroceiros, atualmente empresas também estariam cometendo a infração.
“A gente vê caminhão de frigorífico despejando material no meio da rua, em área urbana. Vê caminhão de material de construção fazendo descarte irregular. Recentemente, trouxe aqui o caso de uma empresa de saneamento”, destacou.
O vereador reconheceu o trabalho realizado pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), que tem promovido a limpeza das áreas afetadas. No entanto, ele afirmou que a solução tem sido apenas paliativa, já que os locais voltam a acumular resíduos poucos dias após a remoção.
“A Emsurb limpa, mas no outro dia está tudo sujo novamente. É um problema recorrente que precisa ser enfrentado de forma definitiva”, disse.
Breno também lembrou que já buscou alternativas para combater o descarte irregular. Na Aruana, por exemplo, promoveu o plantio de árvores em um ponto crítico na tentativa de inibir a prática. Apesar disso, afirmou que a sensação é de impotência diante da reincidência dos casos.
O parlamentar defendeu uma atuação mais efetiva do poder público, com campanhas de conscientização, fortalecimento da fiscalização e aplicação de multas aos responsáveis. Segundo ele, embora a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) tenha competência para autuar os infratores, a falta de servidores efetivos limita a capacidade de fiscalização.
Por fim, Breno reforçou que o descarte irregular de resíduos configura crime ambiental e fez um apelo para que a sociedade e o poder público se unam no enfrentamento do problema.
“Os lixões foram erradicados, mas parece que continuam existindo a céu aberto em Aracaju. Precisamos de consciência, fiscalização e punição para quem insiste em cometer esse crime ambiental”, concluiu.