Iran Barbosa defende a estatização do transporte público de Aracaju
O vereador Iran Barbosa, do Psol, defendeu, nesta quarta-feira (17), na tribuna da Câmara Municipal de Aracaju, a estatização do transporte público da capital.
“Cada vez mais, estou convencido de que o caminho que o Poder Público de Aracaju deve seguir é o de garantir integralmente o direito de locomoção da população dentro da cidade. Defendo a estatização do serviço de transporte público”, afirmou o parlamentar, apontando as razões que o fazem defender essa pauta.
Para o psolista, a própria forma como a gestão do transporte público é feita em Aracaju, prova que o caminho da estatização do serviço é possível.
Segundo Iran, a Administração Municipal paga enormes subsídios para garantir o funcionamento das empresas de transporte coletivo; assim como a compra de ônibus novos para garantir a melhoria da qualidade dos veículos das frotas, dentro do sistema, também vem sendo feita às custas do erário municipal.
“Ou seja, a Administração Municipal está provando que o negócio do transporte coletivo na nossa cidade é sem risco para o empresário, porque é a própria gestão quem financia tudo. Assim é muito bom. Os investimentos são feitos com dinheiro público, mas o lucro fica com as empresas privadas. E se pode fazer isso para socorrer os donos do capital, por que não instituir uma empresa pública, sob controle estatal, para gerir o serviço público de transporte coletivo? Para mim, esse é o debate que precisa ser aprofundado”, argumentou o parlamentar.
Para Iran, assim como aconteceu, no passado, com a educação e a saúde, que se tornaram políticas públicas, universais e direitos da população, asseguradas constitucionalmente, a garantia do transporte público urbano como direito deve avançar e ser assegurado de forma integral pelo Poder Público.
“Esse é o debate que precisamos fazer; por isso, seguiremos tensionando e lutando por essa pauta, pela tarifa zero e por mais transparência sobre o negócio que envolve o transporte coletivo em nossa cidade”, disse Iran.
“Da forma como está, é um bom negócio para o capitalista: o município assume as despesas e os riscos, e os lucros ficam com as empresas privadas que estão no sistema. No meu entendimento, não deve ser por aí”, concluiu o parlamentar.