FLUTUANTE 970 250 PMA JULHO
Aracaju (SE), 03 de julho de 2026
POR: Sintonia Notícias
Fonte: Sintonia Notícias
Em: 29/01/2020
Pub.: 29 de janeiro de 2020

Gualberto entre a reforma da previdência, Edvaldo e o PT

Gualberto entre a reforma da previdência, Edvaldo e o PT (Foto de arquivo: Assessoria Francisco Gualberto)

Gualberto entre a reforma da previdência, Edvaldo e o PT (Foto de arquivo: Assessoria Francisco Gualberto)

O nome do parlamentar que votou a favor da reforma da previdência estadual e que ainda rende resenha é o do deputado Francisco Gualberto do PT. Aliás, é no próprio partido que lhe fustigam, principalmente, a tendência "articulação de esquerda", que tem base formada com membros do SINTESE.

É bem confusa a relação do PT com determinadas pautas que são discutidas na Assembleia. A reforma da previdência foi um exemplo. A proposta foi de iniciativa do Poder Executivo, e como já disse à época, precisa fazer. Portanto, também foi do Partido dos Trabalhadores, que tem Eliane Aquino como vice-governadora.

Alguém pode apresentar qual foi o encaminhamento oficial do  PT na sua instância estadual? Não teve? Se não teve, Gualberto não feriu qualquer determinação partidária, e votou favorável à necessidade do governo que é aliado, assim como sua agremiação.

A posição do deputado Iran Barbosa foi de alinhamento com o SINTESE, e com a tendência articulação de esquerda. Como já disse, não houve decisão partidária estadual para "fechar questão" quanto a reforma proposta por Belivaldo. Logo, tanto Chiquinho como Iran estiveram livres para definir suas posições sobre o Projeto.

Pedir que o deputado Gualberto seja submetido ao Conselho de Ética do Partido dos Trabalhadores por ter votado a favor da reforma, na minha ótica, é mais mídia que razão. Baseado em quê? Repito: a direção estadual do PT não fez qualquer encaminhamento sobre a matéria do governador Belivaldo. Embora seja PT, Iran e a tendência articulação de esquerda não definem pelo coletivo partidário. Por isso, acho que Gualberto está absolvido.

Pedra grande no caminho do deputado Chiquinho será a candidatura de Márcio Macedo pelo Partido dos Trabalhadores. É que o parlamentar defende a reeleição de Edvaldo, do que a candidatura própria do PT.

Aí não tem jeito. Márcio será mesmo candidato por decisão do diretório, o que  coloca Gualberto na "infidelidade" caso insista continuar ao lado do atual prefeito da capital.

Sendo considerado "infiel", o PT pode até  decidir por expulsar o parlamentar da sigla.

A impressão que passa é que o deputado anda desconfortável na sua convivência dentro do Partido dos Trabalhadores, e uma expulsão lhe deixaria mais à vontade para seguir o seu caminho em outro partido.

Mas, antes de qualquer conclusão, é preciso registrar a trajetória do deputado enquanto militante petista, ainda mais quando foi líder do governo nas administrações de Marcelo Deda, e que não teve a cobertura necessária nas suas eleições quando esteve nessa atividade desgastante dentro do parlamento.

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