Gualberto entre a reforma da previdência, Edvaldo e o PT
Gualberto entre a reforma da previdência, Edvaldo e o PT (Foto de arquivo: Assessoria Francisco Gualberto)
É bem confusa a relação do PT com determinadas pautas que são discutidas na Assembleia. A reforma da previdência foi um exemplo. A proposta foi de iniciativa do Poder Executivo, e como já disse à época, precisa fazer. Portanto, também foi do Partido dos Trabalhadores, que tem Eliane Aquino como vice-governadora.
Alguém pode apresentar qual foi o encaminhamento oficial do PT na sua instância estadual? Não teve? Se não teve, Gualberto não feriu qualquer determinação partidária, e votou favorável à necessidade do governo que é aliado, assim como sua agremiação.
A posição do deputado Iran Barbosa foi de alinhamento com o SINTESE, e com a tendência articulação de esquerda. Como já disse, não houve decisão partidária estadual para "fechar questão" quanto a reforma proposta por Belivaldo. Logo, tanto Chiquinho como Iran estiveram livres para definir suas posições sobre o Projeto.
Pedir que o deputado Gualberto seja submetido ao Conselho de Ética do Partido dos Trabalhadores por ter votado a favor da reforma, na minha ótica, é mais mídia que razão. Baseado em quê? Repito: a direção estadual do PT não fez qualquer encaminhamento sobre a matéria do governador Belivaldo. Embora seja PT, Iran e a tendência articulação de esquerda não definem pelo coletivo partidário. Por isso, acho que Gualberto está absolvido.
Pedra grande no caminho do deputado Chiquinho será a candidatura de Márcio Macedo pelo Partido dos Trabalhadores. É que o parlamentar defende a reeleição de Edvaldo, do que a candidatura própria do PT.
Aí não tem jeito. Márcio será mesmo candidato por decisão do diretório, o que coloca Gualberto na "infidelidade" caso insista continuar ao lado do atual prefeito da capital.
Sendo considerado "infiel", o PT pode até decidir por expulsar o parlamentar da sigla.
A impressão que passa é que o deputado anda desconfortável na sua convivência dentro do Partido dos Trabalhadores, e uma expulsão lhe deixaria mais à vontade para seguir o seu caminho em outro partido.
Mas, antes de qualquer conclusão, é preciso registrar a trajetória do deputado enquanto militante petista, ainda mais quando foi líder do governo nas administrações de Marcelo Deda, e que não teve a cobertura necessária nas suas eleições quando esteve nessa atividade desgastante dentro do parlamento.