Aracaju (SE), 31 de março de 2025
POR: Gabriel Damásio
Fonte: Ascom Unit
Em: 27/03/2025 às 14:32
Pub.: 27 de março de 2025

Pesquisa mostra como cores de resinas interferem em trabalhos de restauração dentária

O estudo foi realizado em projeto de iniciação científica no curso de Odontologia da Unit, que se debruçou sobre materiais utilizados em tratamentos de odontologia estética

Pesquisa mostra como cores de resinas interferem em trabalhos de restauração dentária - Foto: Ascom Unit

A coloração dos materiais de restauração dentária pode influenciar no resultado final de tratamentos bucais para fins estéticos. Esta é a conclusão de uma pesquisa de iniciação científica feita por alunos do curso de Odontologia na Universidade Tiradentes (Unit). O estudo se debruçou sobre os sistemas de resina composta, materiais que são utilizados em trabalhos de restauração, nos quais são reconstituídos os dentes que sofreram danos ou desgastes.

O estudo foi realizado em 2023 pelos então estudantes Ítalo Samuel Gonçalves Rodrigues e Ítala Renata Melo da Silva Tourinho, com orientação do professor Tauan Rosa de Santana, dentro do Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Probic/Unit). O objetivo, segundo Ítala Renata, foi estabelecer uma comparação de cores entre os sistemas de resinas compostas, através de dois métodos instrumentais: o espectrofotômetro portátil e escaneamento digital.

“Este estudo tem um impacto significativo na odontologia estética, pois melhora a precisão na correspondência de cores e translucidez dos materiais, resultando em tratamentos mais naturais e satisfatórios para os pacientes. O uso destas tecnologias pode otimizar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência, beneficiando tanto os profissionais quanto os pacientes. Além disso, contribui para a autoestima, ao oferecer resultados estéticos mais eficazes e rápidos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, explica ela, esclarecendo que a odontologia estética busca “não apenas restaurar a função dos dentes, mas também trazer harmonia e beleza ao sorriso”.

De acordo com Ítala, que concluiu seu curso de graduação no final do ano passado e hoje trabalha na Unidade da Saúde da Família Tânia Santos Chagas, em São Cristóvão, esse material se destaca porque consegue imitar a cor dos dentes naturais de forma bem eficiente, além de ser mais acessível do que as resinas cerâmicas, ter boas propriedades mecânicas, ser reversível e ter aspecto natural. Para a pesquisa, foi realizado em um estudo de laboratório com quatro tipos de resina mais utilizados atualmente no mercado, entre os quais foram comparados os níveis de coloração e opacidade (referente às presenças de dentina, corpo e esmalte) de cada material. 

A medição foi sobre três amostras confeccionadas com espessuras diferentes, sob as quais foram aplicadas as técnicas de análise. O estudo avaliou a translucidez dos materiais, com base em três parâmetros principais de cada cor presente no dente: a matiz (tonalidade básica), o croma, (intensidade ou saturação) e o valor (o quanto ela é clara ou escura). O estudo concluiu que as marcas comerciais e espessuras dos incrementos têm diferenças entre si e podem impactar no resultado de tratamentos estéticos. Em alguns casos, isso pode acontecer com o acréscimo de apenas meio milímetro na cavidade de um dente. 

“Diante disso, é disso uma importância que a gente conheça as características ópticas dos materiais restauradores, bem como da estrutura dental, para que a gente entenda e compreenda como cada camada desse material ele vai se comportar sobre a estrutura dentária”, afirma Ítala, acrescentando que “a estética da restauração depende tanto da habilidade do dentista quanto da escolha cuidadosa das cores dos compósitos”.


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