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Aracaju (SE), 04 de fevereiro de 2026
POR: Laís Marques
Fonte: Asscom Unit
Em: 19/05/2025 às 10:38
Pub.: 19 de maio de 2025

Ministério da Saúde propõe inclusão da vacina contra herpes-zóster no SUS

Doença atinge milhares de brasileiros, podendo causar dores prolongadas e complicações severas; imunização pode ajudar a diminuir os casos e internações

Matheus Todt, médico infectologista e professor da Universidade Tiradentes (Unit) - Foto: Asscom Unit

O herpes-zóster, também conhecido como “cobreiro”, é provocado pela reativação do vírus Varicela Zoster, o mesmo que causa a catapora. Após o contágio na infância, o vírus pode permanecer inativo no corpo por muitos anos e voltar a se manifestar quando a imunidade está comprometida. Diferente da catapora, a nova manifestação não se espalha por todo o corpo, mas afeta uma área específica da pele ao longo de um nervo, gerando feridas dolorosas e, em diversos casos, de longa duração.

Dados do Ministério da Saúde indicam que entre 2017 e 2021, foram registradas mais de 65 mil hospitalizações associadas a complicações do herpes-zóster no Brasil. Esse número pode ser ainda maior, já que muitos casos não são notificados, principalmente os que não exigem internação. A frequência da doença tende a aumentar com o avanço da idade e o envelhecimento da população, o que reforça a necessidade de estratégias preventivas.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde solicitou que a vacina contra o herpes-zóster seja disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, a imunização só é oferecida em clínicas particulares, com preços que podem ultrapassar R$ 1.000 por aplicação.

Segundo o infectologista e professor da Universidade Tiradentes (Unit), Matheus Todt, essa infecção costuma ser menosprezada. “Por ser uma condição que se resolve sozinha em 10 a 14 dias, muitas pessoas acabam não dando a devida importância. Infelizmente, como ocorre com outras doenças no país, os casos acabam sendo subnotificados”, aponta.

Além da dor intensa durante a fase ativa da infecção, uma das possíveis consequências mais preocupantes é a neuralgia pós-herpética, em que a dor continua por meses ou até anos após o sumiço das lesões. “Essa dor contínua pode afetar muito a qualidade de vida. Também há riscos de paralisia facial, complicações oculares e até inflamações no cérebro”, afirma o médico.

Quem está mais vulnerável?

Indivíduos que já tiveram catapora têm chance de desenvolver herpes-zóster, mas isso não ocorre com todos. O risco é maior com o passar da idade ou em situações em que o sistema imune está enfraquecido. “Os mais suscetíveis são pessoas com baixa imunidade, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pacientes com doenças que afetam o sistema imunológico”, explica Todt.

Como age a vacina?

O imunizante age fortalecendo as defesas do organismo para evitar que o vírus volte a se manifestar. Conforme o especialista, as versões mais modernas da vacina apresentam alta eficácia, embora não sejam indicadas para toda a população. “O foco são os idosos, pessoas imunocomprometidas e quem sofre episódios recorrentes da doença”, destaca. Ele ressalta ainda que a vacina é segura e provoca apenas reações leves e passageiras.

Desafios e caminhos para o SUS

Na avaliação do médico, incluir a vacina no SUS representaria um avanço na saúde pública, principalmente se direcionado aos grupos mais expostos. “Seria uma boa medida dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas ainda é uma vacina de custo elevado, o que dificulta sua ampliação para toda a população”, observa.

Além do preço, Todt menciona dificuldades como a logística de distribuição, a necessidade de informar melhor a população sobre a doença e o aumento do movimento antivacina. “Esses pontos têm dificultado bastante o avanço da imunização”, completa.

Mesmo assim, ele acredita que, com planejamento e foco nos públicos certos, o custo-benefício da vacina seria positivo para o país. “Se a vacinação for voltada para grupos bem definidos, é algo que pode ser viável”, considera.

Informação é essencial

Um dos principais obstáculos para combater o herpes-zóster no Brasil, segundo o infectologista, é a falta de conhecimento da população sobre a doença. “As pessoas ainda sabem pouco sobre o tema. São necessárias mais campanhas de informação, tanto para a sociedade quanto para os profissionais da saúde”, defende.

Vacinação pode reduzir casos

Com o aumento da cobertura vacinal, espera-se que os resultados positivos apareçam em médio prazo. “Se conseguíssemos imunizar uma parte mínima do público-alvo, já seria possível observar uma diminuição nos casos, especialmente os mais graves, dentro de cerca de um ano”, prevê o especialista.

Todt ainda destaca que estudos recentes mostram crescimento nos registros e internações por herpes-zóster no Brasil, o que reforça a necessidade da vacinação. “Será preciso investir em conscientização e imunização para conseguirmos reverter esse cenário”, conclui.


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