Aracaju (SE), 22 de julho de 2026
POR: Eduesley Santana, pró-reitor da POSGRAP/UFS
Fonte: Ascom UFS
Em: 21/07/2026 às 15:36
Pub.: 21 de julho de 2026

Um ano conectando pessoas, fortalecendo a ciência e construindo o futuro da UFS :: Por Eduesley Santana

Eduesley Santana, pró-reitor da POSGRAP/UFS*

Eduesley Santana Santos, Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFS - Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS

Quando assumimos a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe, sabíamos que nosso desafio ia muito além da gestão da pós-graduação. Nossa missão era fortalecer todo o ecossistema da ciência na UFS, criando condições para que pesquisa, inovação, internacionalização e desenvolvimento institucional avançassem de forma integrada e sustentável.

Desde o início, entendemos que resultados consistentes não surgem de ações isoladas. Eles são consequência da construção de capacidades institucionais, do fortalecimento das pessoas, da criação de oportunidades e, principalmente, da capacidade de estabelecer conexões. Conexões entre pesquisadores, programas de pós-graduação, estudantes, empresas, governos, agências de fomento, universidades e sociedade.

Ao olhar para esse primeiro ano de gestão, vejo que demos passos importantes nessa direção. Uma das nossas prioridades foi fortalecer os Programas de Pós-Graduação. Trabalhamos para oferecer melhores condições de funcionamento, garantindo apoio administrativo a todos os programas, ampliando o número de funções de coordenação, inclusive para programas profissionais e em rede, destinando mais de R$ 1 milhão em bolsas institucionais para estudantes de mestrado e doutorado em 2026.

Nesse esforço de dar melhores condições aos programas, mudamos também a forma de executar os recursos do PROAP/CAPES. Com a implantação do Cartão BB Pesquisador, os recursos passarão a chegar diretamente às mãos de quem faz pesquisa, com mais agilidade e menos burocracia na execução das despesas. Para dar segurança ao novo modelo, a POSGRAP construiu um arcabouço próprio de regulamentação, com Instrução Normativa, plano de trabalho padronizado e manual de uso do cartão, orientando os pesquisadores desde o planejamento até a prestação de contas. A UFS está entre as instituições que estruturaram esse processo de forma completa e o novo fluxo começará a se traduzir em ganho de tempo para os programas e em mais transparência para a universidade.

Ao mesmo tempo, buscamos criar uma estrutura mais moderna para atender a nossa comunidade acadêmica. lniciamos a implantação do Programa GoPG/CAPES, reorganizamos espaços físicos da POSGRAP, demos início aos projetos do Coworking e do Estúdio Audiovisual da Pós-Graduação, fortalecemos a formação continuada de coordenadores e secretários dos programas e implantamos o Espaço Zen da Pós-Graduação, entendendo que produzir ciência também exige cuidado com as pessoas.

Mas, fortalecer a pós-graduação significava também ampliar seus horizontes e a internacionalização ocupou posição central na nossa agenda. A conquista que melhor traduz esse movimento foi a aprovação da UFS no Programa CAPES-Global.Edu, por meio da Rede Conecta Mundi, coordenada pela UNESP. Foram contemplados 28 programas de pós-graduação da nossa instituição, o que insere a UFS em uma das principais iniciativas de internacionalização da pós-graduação brasileira e abre caminho para novas cooperações, mobilidade acadêmica e projetos conjuntos com instituições estrangeiras nos próximos anos.

Os avanços na internacionalização não pararam aí. Passamos a integrar editais internacionais do GCUB, aprovamos nosso primeiro estudante estrangeiro por esse programa, instituímos normas para cotutela e dupla titulação e elaboramos o primeiro Guia do Estudante Internacional da UFS. São iniciativas que ampliam a presença da universidade fora do país e criam oportunidades concretas para nossos estudantes e pesquisadores.

Também tivemos motivos para celebrar os avanços na pesquisa. Em 2025, alcançamos o maior número de projetos de iniciação científica da última década, com 960 projetos aprovados e a participação de 1.560 estudantes. Paralelamente, realizamos um amplo mapeamento dos grupos de pesquisa certificados pelo CNPq, produzindo um diagnóstico que orientará decisões estratégicas para os próximos anos. Tenho convicção de que investir na iniciação científica é investir no futuro da universidade. É nesse ambiente que despertamos vocações, formamos pesquisadores e fortalecemos a cultura científica que sustenta toda a pós-graduação.

Outro compromisso da gestão foi consolidar a inovação como um dos pilares estratégicos da UFS. Por meio da AGITTE, fortalecemos iniciativas que aproximam o conhecimento produzido na universidade das demandas da sociedade e do setor produtivo. Destaco a realização do XVIII Encontro de iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e lnovação (EIDTI), a consolidação da V Vitrine de Startups, resultado de um trabalho que já contribuiu para a criação de 26 startups de base tecnológica na UFS, desde 2021, a aprovação do projeto FOMENTA-TS, voltado ao desenvolvimento de tecnologias sociais, a participação da UFS no Programa Acelera NIT Brasil, que fortalecerá nossa política de transferência de tecnologia, e o lançamento do Programa de lniciação ao Empreendedorismo (PIEMP/UFS), ampliando as oportunidades para que nossos estudantes transformem conhecimento em soluções inovadoras.

A inovação só cumpre plenamente seu papel quando ultrapassa os muros da universidade. E esse também foi um compromisso da nossa gestão: aproximar cada vez mais a UFS da sociedade. Nesse sentido, buscamos fortalecer nossas relações com empresas órgãos públicos e instituições de fomento, ampliando a capacidade da universidade de captar recursos e desenvolver projetos estratégicos. Entre os resultados alcançados, destaco a captação de aproximadamente R$ 7 milhões junto à CONAB para implantação de um doutorado em Propriedade Intelectual, a aprovação do Programa de Formação de Recursos Humanos em Tecnologias Avançadas para o Processamento de Gás Natural, Produção de Hidrogênio e Sustentabilidade na Indústria de Energia, a celebração do convênio entre UFS, EMURB e FAPESE para o monitoramento ambiental da Zona de Expansão de Aracaju e a criação do curso de especialização em Descomissionamento de Instalações de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, desenvolvido em parceria com o setor produtivo.

Essas iniciativas demonstram que a universidade pode contribuir diretamente para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de Sergipe, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades de formação, pesquisa e inovação para sua comunidade acadêmica. Naturalmente, ainda temos muitos desafios pela frente. O primeiro ano de gestão não foi suficiente para concluir tudo o que planejamos, mas foi decisivo para lançar bases sólidas sobre as quais continuaremos construindo. Muitas das ações iniciadas agora produzirão seus principais resultados nos próximos anos. Outras já começam a transformar a realidade da nossa universidade. Nada disso teria sido possível sem o trabalho coletivo dos coordenadores, diretores, servidores técnico-administrativos, docentes, estudantes e parceiros institucionais que acreditaram nesse projeto e caminharam conosco desde o primeiro dia.

Seguimos convencidos de que o futuro da UFS passa por uma Universidade cada vez mais conectada com o mundo, comprometida com a produção do conhecimento, aberta à inovação e capaz de construir parcerias que transformem ciência em desenvolvimento e em benefício para a sociedade. Esse foi apenas o primeiro ano. Ainda há muito a construir. E seguimos trabalhando para que a UFS ocupe, cada vez mais, o lugar de destaque que merece no cenário científico, tecnológico e internacional.

*Eduesley Santana Santos, Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFS

Notícias Indicadas

WhatsApp

Entre e receba as notícias do dia

Matérias em destaque


Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação