Para Milton Andrade, falta uma gestão técnica para tirar Sergipe do caos
Para Milton Andrade, falta uma gestão técnica para tirar Sergipe do caos (Foto: 7Set Comunicação Estratégica)
Enquanto isso, destacou o pré-candidato, os problemas se avolumam, sem que haja solução, por falta de um gestor que pense a gestão pública de forma eficiente e eficaz. “Ao contrário do enfrentamento dos problemas e a busca de solução, preferem o discurso da dificuldade, da mentira e da enganação. Assistimos a essas cenas em inúmeros momentos da história política, mas eu já não aguento mais isso, por isso decidi não me omitir e participar do processo. As pessoas já não aguentam mais votar em políticos profissionais que agem com demagogia e com populismo”, afirmou.
Para Milton, o segredo para mudar esse quadro caótico a que o Estado foi submetido “pelas péssimas gestões, é falar a verdade e apresentar soluções para o caos que está estabelecido e que precisa ser enfrentado”. Ele citou, como exemplo, o grande número de cargos em funções comissionadas que os governos preferem manter a promover concurso público para áreas essenciais, como saúde e educação. “É melhor nomear amigos e apadrinhados políticos porque isso se reverte em voto para quem os nomeia”.
O pré-candidato, que entrará na disputa pela primeira vez, ressaltou que o Estado ocupa o 21º lugar no ranking da transparência, o que o torna uma “uma verdadeira caixa-preta, pois não se sabe ao certo, por exemplo, quantos cargos em comissão existem na estrutura do Governo. O que se observa, no entanto, é que todos os dias o Diário Oficial publica considerável lista de novos nomeados, em sua maioria, apadrinhados políticos, sem qualquer qualificação técnica para o cargo para o qual foi designado”.
Com a máquina inchada, frisou Milton Andrade, os investimentos em áreas essenciais e estratégicas ficam prejudicados. “Assistimos, diariamente, denúncias de pacientes que enfrentam sérias dificuldades até para conseguir uma medicação. São postos com estruturas comprometidas; escolas desmontadas, obrigando muitos diretores a retirarem dinheiro do próprio bolso para custear até papel para que os alunos façam provas; é servidor público há seis anos sem, sequer, ter garantida a reposição das perdas inflacionárias, o que é direito constitucional; sem contar com a insegurança por todo o Estado, cujos reflexos são sentidos por todos os cidadãos sergipanos”, pontuou, ratificando que “política não é profissão, é sacerdócio. Eu sou advogado e empresário, sempre trabalhei, e colocarei o meu nome à disposição porque, como grande parte dos sergipanos, também, não aguento mais tanta omissão e fingimento dos mesmos grupos políticos”.