Sergipe perdeu R$ 480 milhões do agronegócio por falta de infraestrutura e mão de obra qualificada, denuncia Milton Andrade
Pré-candidato a governador Milton Andrade (Foto: Assessoria)
“Em todos os outros Estados, as produções agrícola e agropecuária cresceram. Sergipe foi o único que andou, literalmente, para trás”, lamentou Milton ao apontar como um das alternativas, o incremento das indústrias de beneficiamento. “Nós temos uma boa produção primária, mas somos pobres em beneficiamento que é quem gera milhares de empregos e riqueza para o Estado”, destacou o pré-candidato, em entrevista ao Programa a Voz do Sertão, em Nossa Senhora da Glória, ontem.
Outra alternativa, apontou Milton Andrade, é a criação de escolas técnicas profissionalizantes em todas as regiões, respeitando-se a vocação e potencialidade de cada lugar. “Nossa Senhora da Glória, por exemplo, produz 24 milhões de litros de leite, temos o feijão, o agronegócio...; em Boquim, a citricultura; em Carira, o milho...”, citou, acrescentando que é possível corrigir a atual realidade, “começando pela qualificação da mão de obra, passando pela melhoria da infraestrutura das estradas da bacia eleitoral, o que facilita o frete e barateia o preço”.
Outra questão, relatou Milton, é falta de água que penaliza, especialmente, os sertanejos em período de longa estiagem. “O problema, é que os poços artesianos geralmente são salubres, com concentração de sal de 0,5 a 3%; água salgada com concentração acima de 3%, e doce abaixo de 0,5%. “Para isso, existem soluções boas e baratas para dessalinizar a água, deixando-a própria para o consumo humano e para uso na agricultura. A primeira é através da energia solar. A outra técnica, criada por um professor sergipano, ainda mais simples e mais barata é o uso bambu. Colocado em um recipiente, a água vai ficar concentrada e o bambu vai eliminando o sal, deixando-a pronta para o uso”, ensinou o pré-candidato.
Para ele, o gestor precisa ser mais amigo do pequeno agricultor que é quem sofre mais impacto das intempéries e da falta de estrutura. “Os grandes agricultores conseguem custear as suas ações, mas o pequeno precisa ser amparado. O governo tem que ter o papel de orientador. A Emdagro, aliás, é muito omissa nesse sentido”, afirmou.