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Aracaju (SE), 04 de fevereiro de 2026
POR: Gabriel Damásio
Fonte: Ascom Unit
Em: 04/07/2025 às 10:37
Pub.: 04 de julho de 2025

Estado das fezes pode indicar como está a saúde do seu intestino

A chamada “escala de Bristol” foi criada para monitorar o funcionamento do sistema digestivo, a partir da forma e da consistência das fezes humanas, seus tipos podem identificar disfunções e até doenças 

A escala identifica sete tipos de formato e consistência das fezes, indicando se o intestino está em constipação, diarreia ou estado normal - Foto: Macrovector/Freepik

O ato de “usar o banheiro”, evacuar, ou simplesmente “fazer cocô” pode ser um momento de avisos importantes para a saúde, mais especificamente sobre como está o funcionamento do seu sistema digestivo. Esta é a proposta da chamada “Escala de Bristol”, que passou a ser divulgada pelos profissionais de saúde como forma de alertar contra as doenças e disfunções que afetam o sistema digestivo, como úlceras, cânceres, refluxos e a doença de Crohn, entre outras. Criada em 1997 por dois pesquisadores da Universidade de Bristol (Reino Unido), ela define sete tipos de formatos e consistência das fezes humanas. 

Eles variam da constipação severa à diarreia severa, conforme o tempo de trânsito intestinal e a saúde do trato digestivo. “Diretamente, a escala de Bristol não previne doenças, mas é uma ferramenta valiosa para o monitoramento da saúde intestinal, o que, por sua vez, pode levar à detecção precoce e, consequentemente, à prevenção de complicações. O principal objetivo [dos pesquisadores] era criar uma ferramenta padronizada e de fácil compreensão para auxiliar profissionais de saúde e pacientes na comunicação sobre a consistência das fezes”, contextualiza a professora Tatiana Palmeira dos Santos, do curso de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit). 

Os sete tipos de fezes classificados pela Escala de Bristol são os seguintes:

  • Tipo 1: fezes endurecidas e separadas (constipação grave): caroços duros e separados, como nozes (difíceis de passar). Reflete um trânsito intestinal lento e dificultado, o que pode tornar a evacuação dolorosa e desconfortável.
  • Tipo 2: fezes em formato de salsicha e com nódulos (constipação moderada): indica um trânsito intestinal lento, levando a uma consistência endurecida que pode dificultar a evacuação. 
  • Tipo 3: Em forma de salsicha, mas com fissuras na superfície (mais saudável): as rachaduras na superfície indicam que a digestão e absorção dos nutrientes estão ocorrendo adequadamente.
  • Tipo 4: Em forma de salsicha ou cobra, lisa e macia (considerado o ideal): as fezes apresentam formato cilíndrico e superfície lisa, indicando um bom funcionamento intestinal, equilíbrio na microbiota e hidratação adequada.
  • Tipo 5: Bolhas macias com bordas claras (fáceis de passar): diferem das fezes normais por serem separadas em pedaços distintos, indicando que o intestino não teve tempo suficiente para reabsorver a água antes da evacuação.
  • Tipo 6: Pedaços macios com bordas irregulares, uma pasta (desarranjo): ocorre quando o intestino não consegue absorver água de forma eficaz, resultando em evacuações mais moles e frequentes.
  • Tipo 7: Aquosa, sem pedaços sólidos, completamente líquida: diarréia, com necessidade de reposição hídrica para evitar a desidratação.

O estado das fezes indicado pela Escala de Bristol pode também ajudar a diferenciar o que é um simples “desarranjo” e o que é a uma suspeita de doença grave. A alteração intestinal simples é geralmente passageira, durando um ou dois dias, e pode ser acompanhada de sintomas leves como dor abdominal branda, inchaço ou gases que melhoram após a evacuação. Já a doença grave se manifesta com alterações persistentes nas fezes (que duram mais de alguns dias ou semanas), frequentes ou que se tornem um padrão crônico.

Mudanças necessárias 

Ainda de acordo com a professora, cada tipo da escala também pode ajudar a indicar algum tipo de ajuste ou mudança na alimentação e na atividade física. Nos casos de constipação (tipos 1 e 2), deve-se aumentar a ingestão de fibras e a hidratação. “Para prevenir e reverter esse quadro, recomenda-se aumentar a ingestão de fibras solúveis e insolúveis, presentes em alimentos como frutas, vegetais e grãos integrais. A hidratação também desempenha um papel fundamental na regulação do trânsito intestinal. Além disso, a prática regular de exercícios físicos estimula a motilidade intestinal, favorecendo a formação de fezes com consistência adequada”, detalha Tatiana.

Nos casos de diarreia (tipos 5, 6 e 7): deve-se reduzir a ingestão de alimentos que podem irritar o intestino e priorizar alimentos que ajudem a solidificar as fezes. “Aumente a hidratação para repor líquidos e eletrólitos perdidos. Deve-se evitar alimentos irritantes da mucosa intestinal, como cafeína, álcool, alimentos gordurosos e picantes, laticínios (se houver intolerância à lactose), e alimentos com alto teor de açúcar. É importante aumentar o consumo de fibras solúveis e avaliar o uso de probiótico e aumentar a hidratação”, completa a professora. Para as fezes saudáveis (tipos 3 e 4), deve-se manter uma dieta equilibrada com boa ingestão de fibras, proteínas, carboidratos complexos e gorduras saudáveis, além de uma hidratação adequada. 

Os casos considerados mais sérios são apontados quando há alterações persistentes na consistência ou frequência das fezes; presença de sangue vivo ou oculto, fezes escuras e pegajosas, dor abdominal intensa e persistente mesmo após a evacuação, perda de peso sem mudanças na dieta ou estilo de vida; fadiga extrema ou anemia; febre, calafrios ou vômitos persistentes. Deve-se considerar também o histórico familiar de doenças gastrointestinais, como inflamações (DII) ou câncer colorretal. “Ao identificar esses padrões de fezes anormais, uma pessoa pode procurar atendimento médico mais cedo, o que é crucial para o tratamento eficaz de condições como: colite ulcerativa, constipação, diarreia infecciosa, síndrome do intestino irritável, desidratação e câncer colorretal”, orienta ela.

Como prevenir

É possível manter a boa saúde do sistema digestivo, adotando cuidados que refletem no bem-estar geral. Além da hidratação e da dieta equilibrada, eles incluem mastigar bem os alimentos; evitar alimentos processados e ricos em gordura; reduzir o estresse com técnicas de relaxamento (como yoga, meditação ou exercícios físicos); evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; não segurar a vontade de ir ao banheiro (evitando a constipação); e lavar bem as mãos e os alimentos para prevenir infecções gastrointestinais. 

A saúde mental também deve ser priorizada. “O nervo-vago, que conecta o cérebro ao intestino, evidencia a relação entre transtornos como ansiedade e depressão e o funcionamento intestinal. Quando o estado emocional está comprometido, é comum observar irregularidades intestinais, destaca Tatiana. 


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