André David adverte para riscos da infiltração das organizações criminosas na Gestão Pública
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo, deflagrada contra uma rede de influência do crime organizado em prefeituras de São Paulo, acendeu um alerta vermelho nas instituições de controle do Brasil. O avanço do crime organizado sobre o setor público não se limita mais apenas ao domínio territorial das periferias; agora, o alvo é o erário.
Para o Delegado e pré-candidato ao Senado, André David, o que a sociedade está testemunhando é uma metamorfose perigosa do crime organizado. De acordo com ele, as facções compreenderam que é muito mais lucrativo — e menos arriscado — vencer uma licitação pública do que confrontar o Estado nas ruas. “Ao utilizar empresas de fachada para vencer contratos de serviços essenciais, como transporte público, coleta de lixo e iluminação, por exemplo, o crime organizado opera em duas frentes: lavagem de dinheiro: transforma o capital oriundo do tráfico de drogas em lucro lícito; e o poder político: exerce influência direta sobre gestores e parlamentares, criando um "Estado Paralelo" institucionalizado”, relata.
Na opinião do delegado André David, a infiltração criminosa nas prefeituras gera consequências devastadoras que vão muito além da corrupção comum. “Além de gerar a asfixia de serviços públicos, tornando secundárias a qualidade e a eficiência, o crime organizado ameaça servidores, transformando-os em reféns de ordens emanadas pelo crime, sendo coagidos a assinar editais ou liberar pagamentos sob ameaça de morte, como também contamina o processo eleitoral, com acesso a grandes volumes de dinheiro público, as organizações criminosas passam a financiar campanhas de aliados, perpetuando o ciclo de poder”, detalha.
Blindagem Institucional
Como pré-candidato ao Senador, André David defende que o combate a esse fenômeno exige uma mudança drástica na legislação e na fiscalização. "Não basta prender o traficante na ponta; é preciso asfixiar o braço financeiro que agora usa gravata e frequenta prefeituras", afirma.
“O caso de São Paulo é visto como a ponta de um iceberg que já está presente em diversas regiões do país, inclusive no Nordeste. O desafio do próximo ciclo legislativo será, sem dúvida, criar barreiras legais que impeçam que o dinheiro do contribuinte se torne a principal fonte de receita para o fuzil que atenta contra a própria sociedade”, defendeu.