Aracaju (SE), 03 de abril de 2025
POR: Asscom Unit
Fonte: Asscom Unit
Em: 14/10/2022 às 09:17
Pub.: 14 de outubro de 2022

A diversidade gastronômica da cozinha sergipana é patrimônio material

O turismo gastronômico de Sergipe é rico em frutas, mariscos, queijos e doces que são a representação da pluralidade da culinária do estado.

A diversidade gastronômica da cozinha sergipana é patrimônio material - Foto: Asscom Unit

A diversidade gastronômica da cozinha sergipana é patrimônio material - Foto: Asscom Unit

A culinária sergipana é reconhecida como patrimônio material do estado. É através da culinária que um povo expressa a cultura e costumes de sua terra. A gastronomia tradicional e requintada atende todos os gostos com pratos com pescados, frutos do mar, bolos, doces típicos e frutas rendem diferentes receitas  com aromas, sabores e cores chamativas.

A coordenadora pedagógica do curso de Gastronomia e professora da disciplina Cozinha Regional Nordestina, Isabelle Brito, acredita que a diversidade gastronômica de Sergipe acrescenta na identidade cultural do povo. 

“O que nos diferencia das demais culinárias é a nossa pluralidade por conta das nossas diversas heranças étnicas e que refletem diretamente na nossa gastronomia nordestina e sergipana. Então não temos como dizer que tem uma comida cem por cento de uma etnia ou de outra, mas sim de misturas. E é isso que nos dá um grande diferencial”, comenta. 

Isabelle acredita que existem muitas coisas para explorar no turismo gastronômico sergipano.  “Temos uma diversidade muito grande que pode envolver não só a gastronomia no sentido do alimento quando sugere que pratos provar, mas associado a isso os utensílios, como as cerâmicas de Santana do São Francisco agregando o artesanato a nossa mesa posta”, explica.

Para ela, as maiores riquezas gastronômicas do nosso estado é o amendoim cozido, os queijos coalhos, os frutos do mar, em especial o caranguejo, sururu, o catado de aratu e pecuária provinda do sertão, como a charcutaria, a carne de sol e os embutidos.

Segundo Isabelle, o impacto da culinária na sociedade sergipana existe a partir de uma dicotomia entre o litoral e o sertão. “Aqueles que têm maior vivência e identidade com o litoral terá dentro do seu conjunto gastronômico elementos litorâneos. Essa é uma herança que herdamos principalmente dos povos indígenas que aqui estavam, mas o fato de preparar ensopados, moquecas, comidas com caldos e guisados tem uma herança muito forte com a herança portuguesa e europeia”, aponta.

“Nosso patrimônio precisa ser mostrado para mais pessoas. A gastronomia sergipana nasceu a partir da influência indigena, africana e das heranças europeias, em especial dos portugueses. E esse conjunto enriquece ainda mais o modo de preparo ou de hábitos culturais é que nos torna diferentes. É que nos dá essa pluralidade dessas misturas de sabores”, diz.


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