FLUTUANTE Clube de Aventureiros - 900 x 450
Aracaju (SE), 02 de fevereiro de 2026
POR: Débora Matos
Fonte: DPE/SE
Em: 03/07/2017
Pub.: 03 de julho de 2017

27 Comarcas e 63 municípios sergipanos continuam sem Defensores Públicos

Defensora Pública e Corregedora Geral, Andreza Tavares (Foto: DPE/SE)

Defensora Pública e Corregedora Geral, Andreza Tavares (Foto: DPE/SE)

A Emenda Constitucional 80/2014 – que completou três anos no dia 4 de junho –, diz que a União, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais no prazo de até oito anos e a lotação deverá ocorrer, prioritariamente, atendendo as regiões com maiores índices de exclusão social e adensamento populacional, porém, o Estado de Sergipe continua com número reduzido de defensores públicos e a população de 63 municípios não tem acesso à justiça gratuita.
 
O Estado de Sergipe tem 39 Comarcas, mas apenas 12 contam com defensores públicos. “Infelizmente o quadro de defensores públicos é limitado a 100 membros e para ampliar só com alteração da Lei, mesmo assim não está completo porque só contamos com 97 defensores públicos para atender 12 municípios. Estamos lutando para completar o quadro, mas infelizmente dependemos de repasse de recursos do Estado, o que dificulta a nomeação de novos defensores públicos. Além disso, o último concurso para o cargo está prestes a se expirar e não temos recursos para nomear”, lamenta a corregedora geral, Andreza Tavares.

O defensor público geral, Jesus Jairo Lacerda, disse que a Defensoria Pública de Sergipe avançou com a autonomia administrativa e financeira, mas sem recursos para ampliar o quadro e melhorar a estrutura não há muito que se comemorar. “Infelizmente ficamos de mãos atadas, pois não podemos ampliar o número de defensores públicos e melhorar a estrutura porque não dispomos de recursos. É preciso que o governo se sensibilize ainda mais com a situação de milhares de famílias que estão sem acesso à justiça, principalmente no interior do Estado”, disse.

Hoje no Brasil há cerca de 5.800 defensores públicos e de acordo com o Ministério da Justiça, o ideal é um profissional para atender cada grupo de 15 mil pessoas. No entanto, o déficit da categoria é de pelo menos 6 mil.

Conforme dados do IV Diagnóstico da Defensoria Pública, a Instituição só está presente em 40% das unidades jurisdicionais do território nacional. A balança da Justiça mostra-se ainda mais desequilibrada quando comparado o número de juízes (11.807) e de promotores (10.874).

De acordo com o presidente da ANADEP, Antonio Maffezoli, mesmo tendo avançado, a Defensoria se encontra longe da estrutura necessária para o cumprimento da sua missão constitucional, capaz de atender a toda demanda existente. Informações do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dão conta de que cerca de 82% da população brasileira, que recebem até três salários mínimos, são potenciais usuários da Defensoria.

“Quando a EC 80 foi promulgada tínhamos 5054 defensores públicos atendendo cerca de 30% das comarcas. Os números atuais mostram que crescemos em três anos cerca de 15%. Tivemos um biênio difícil, marcado por crises política e econômica, o que freou a nossa ampliação. Por outro lado, o que observamos é que a procura pelos nossos serviços aumentou em diversas áreas como a do consumidor,  família e a busca pela garantia de acesso aos serviços básicos na área de saúde e de educação”, pontuou Maffezoli.

Segundo levantamento da ANADEP, a Defensoria Pública realiza cerca de 10 milhões de atendimentos por ano, uma média de 1.870 atendimentos por defensor público. As principais áreas de atuação são: direito da família, criança e adolescente, saúde, consumidor; combate à violência doméstica e  criminal.

Ainda, segundo o presidente da Associação Nacional, a EC 80 deu novo patamar constitucional à Defensoria Pública, inserindo a instituição em seção exclusiva no rol das funções essenciais à Justiça e afirmando também sua autonomia administrativa e financeira. Além disso, a emenda prevê também requisito fundamental para assegurar esta autonomia, a iniciativa legislativa. “A atuação da ANADEP é justamente para o cumprimento da EC 80 em todo o país, pois é fundamental que as Defensorias possam se organizar, enviar projetos de lei às assembleias legislativas e, assim, garantir a estruturação da Instituição, garantindo o acesso à Justiça à população hipossuficiente”, afirma.

Comarcas em Sergipe que contam com Defensores Públicos: Aracaju, Estância, Tobias Barreto, Canindé do São Francisco, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros, Poço Redondo, Simão Dias e Carmópolis que abrange os municípios de General Maynard e Rosário do Catete. 

Com informações da Anadep


Notícias Indicadas

'Abba Experience In Concert' chega a Aracaju com novo show no Teatro Tobias Barreto

CONVITE: Lançamento do livro "Command Center, IA e outros Avanços Tecnológicos na Radiologia Médica"

"Aracaju Tropical Run 2026” agita capital em corrida na praia

The Beatles Reimagined retorna aos palcos com espetáculo imersivo no Teatro Tobias Barreto

Benito Di Paula em Aracaju com a turnê "Do Jeito que a Vida Quer"

Falta de lei não impede redução de jornada de servidor com filha autista

OAB/SE prorroga prazo de regularização para garantir descontos na anuidade 2026

Madereta de Lagarto apresenta programação da 12ª edição

Propriá realizará a maior Romaria e Festa de Bom Jesus dos Navegantes do estado

Boleto do IPTU pode ser impresso no Portal do Contribuinte

Conheça os melhores destinos em Sergipe - Pontos Turísticos

Prefeitura de Aracaju prorroga prazo da cota única do IPTU com desconto de 7,5% até 6 de fevereiro

Maior exposição de tubarões do Brasil chega a Aracaju

Entenda mudanças na aposentadoria em 2026

Fazer comunicação em um mundo em mutação :: Por Shirley Vidal

Veja faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026

WhatsApp

Entre e receba as notícias do dia

Matérias em destaque

Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação