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Aracaju (SE), 10 de março de 2026
POR: Secretaria de Estado da Saúde
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde
Em: 28/07/2017
Pub.: 29 de julho de 2017

Abandono de pacientes por parte dos familiares é uma realidade no Huse

Abandono de pacientes por parte dos familiares é uma realidade no Huse (Foto: Arquivo SES)

Abandono de pacientes por parte dos familiares é uma realidade no Huse (Foto: Arquivo SES)

Na Área Verde Clínica do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) um senhor de 66 anos, morador do município sergipano de Itabaiana, chama a atenção. Sem filhos e viúvo há 10 anos, o paciente chegou com um quadro de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e os cuidados são realizados pelos próprios profissionais desde o dia da sua chegada em 18 de julho deste ano.

Assim como ele, dezenas de pacientes internados no hospital vivem essa mesma história de abandono pelos familiares. A sua maioria são idosos e apesar de ter casos em que a condição social é um empecilho, há também histórias das famílias que aproveitam da doença para não cuidar de um parente com necessidades médicas e especiais.

O serviço social é referência no cuidado desses casos de abandono de pacientes, acionando os familiares, albergues, casas de apoio e através do conselho do idoso, recorrem até o Ministério Público, como explica a Referência Técnica do Serviço Social do Huse, Sônia Maria dos Santos.

“Quando são idosos, nós acionamos o conselho do idoso para que faça a intervenção junto ao núcleo familiar e até o Ministério Público para que a família tome responsabilidade ou que seja inserido em um abrigo especifico para idosos. Quando são moradores de rua, vem trazidos pelo SAMU e após o momento da alta geralmente o serviço social faz uma interseção com os abrigos. Nós temos rotineiramente mães que deixam crianças, vão embora, estão em situação de vulnerabilidade com outras crianças em casa, mas o serviço social junto com a enfermagem consegue conversar com esses responsáveis para que uma outra pessoa possa estar com esta criança e a continuidade do tratamento seja eficaz”, explicou.

Alta hospitalar
Com a criança e adolescente o cuidado também é ampliado. Desde o Estatuto da Criança e Adolescente, nenhuma mãe e nenhum pai é autorizado a retirar a criança do serviço sem que não seja comunicado ao Conselho Tutelar, sem que faça uma abordagem junto a família. Uma vez que a criança entra no serviço hospitalar ela é de responsabilidade do serviço do hospital.

Em relação aos casos de adultos, o Serviço Social do Huse não emite alta hospitalar, também notifica as instâncias necessárias para que os responsáveis por este paciente sejam notificados.


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