Servidores param UFS contra o corte de verbas
Manifestantes cobram posição da reitoria para enfrentar a cris.
Manifestantes entregam panfletos na porta da UFS (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)
Os servidores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) paralisaram as atividades nesta quarta-feira, 2, contra os cortes promovidos pelo Governo Federal que afetam o ensino superior em todo o país. Os manifestantes distribuíram panfletos, informando os impactos resultantes das medidas que vêm sendo adotadas desde o final do ano passado, que congelou os investimentos nas instituições públicas de ensino no país.
A expectativa é que os reflexos, na prática, ocorrerão a partir do mês de setembro. Na perspectiva do Sindicato dos Servidores da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs), pode haver férias coletivas e a UFS parar efetivamente por falta de recursos para mantê-la, consequência da escassez de recursos para pagamento dos contratos terceirizados, que mantêm os serviços de limpeza e vigilância da instituição, podendo, inclusive culminar com parcelamento de salários e de férias.
“Foram cortados R$ 4,3 bilhões e estes recursos serviram para o Governo Federal pagar dívidas públicas de bancos e para pagar os parlamentares para aprovação das reformas trabalhistas e previdenciária e também para aprovar a lei da terceirização”, conceitua a coordenador do Sintufs, Bryane Araújo. “Vamos cobrar da reitoria informações sobre estes cortes”, avisa a sindicalista.