SES/Sergipe e Bombeiros podem fechar parceria para transporte de pacientes psiquiátricos
O secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, se reuniu no início da tarde desta terça-feira, 29, com o superintendente do Samu, Márcio França, e o comandante do Corpo de Bombeiros (CB), Coronel Mendes, para começar as discussões sobre a viabilidade de um convênio entre os dois órgãos para o transporte de pacientes psiquiátricos. O encontro ocorreu no gabinete do secretário.
Superintendente do Samu, Márcio França, comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Mendes, e secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima (Foto: SES/SE)
A ideia é formar uma parceria que resulte em um trabalho integrado e único, diferente do que acontece atualmente, quando equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros se deslocavam individualmente para atender as ocorrências de pacientes psiquiátricos agitados, como determina o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado no Ministério Público Estadual.
O Superintendente do Samu disse na conversa com Almeida Lima que o atendimento a uma ocorrência de paciente psiquiátrico pode levar até quatro horas, tempo que é precioso e não dispensável para o Corpo de Bombeiros, que tem como missão primeira o salvamento de vidas e o combate a incêndios. “Cada vez que a gente desloca uma equipe para esse tipo de atendimento, deixamos a região onde ela atua desguarnecida da presença dos Bombeiros”, reforçou o Coronel Mendes.
De acordo com a parceria que está sendo proposta, o CB entraria com a ambulância e o bombeiro, enquanto à Secretaria de Estado da Saúde se responsabilizaria pela equipe do Samu, equipamentos médicos e abastecimento do veículo. Todos juntos na mesma viatura. O secretário Almeida Lima acha que a ideia é viável, mas disse que é preciso avaliar com cuidado todas as implicações antes de concluir o assunto.
Atendimentos
Somente este ano, entre janeiro e este mês de agosto, foi realizado o transporte de 3.910 pacientes, muitos deles mais de uma vez. O Samu atende este tipo de paciente em duas situações: emergência e urgência, cujo chamado vem diretamente da família, e o compulsório, que parte de uma determinação judicial. Em ambas as situações, quando o paciente está agitado, agressivo, fora de controle, o Corpo de Bombeiros é chamado para contê-lo. E essa contenção pode durar horas.