Saúde monitora pontos estratégicos para evitar proliferação do Aedes aegypti
Saúde monitora pontos estratégicos para evitar proliferação do Aedes aegypti (Foto: Ascom/SMS)
O local é um ambiente propício ao aparecimento do mosquito adulto e, por isso, uma vez por mês os agentes de endemias realizam a aplicação de inseticida residual em todos os veículos e também do fumacê costal. “Esse trabalho é feito com adulticida, a gente elimina o mosquito adulto existente nos pátios e ferros-velhos. Enquanto o fumacê é uma aplicação que se espalha no ar e elimina o mosquito instantaneamente, o inseticida residual é aplicado nas paredes das superfícies e dura aproximadamente 30 dias, sendo assim, o mosquito morre quando encosta nele”, explicou José Bonfim Oliveira, supervisor de endemias.
Ainda de acordo com Bonfim, além da aplicação do adulticida, os agentes de endemias também visitam os pontos estratégicos a cada 15 dias. “Aqui, por exemplo, a gente observa que muitos carros ficam abertos e tanto neles quanto nas carrocerias dos utilitários o acúmulo de água é visível. Para evitar o desenvolvimentos de larvas nesses ambientes a gente também utiliza o larvicida, que é aplicado num intervalo de tempo mais curto”.
Números
De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica, até o dia 12 de agosto deste ano foram confirmados 152 casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: 73 de dengue, 76 de chikungunya e três de zika vírus. Comparado ao mesmo período de 2016, quando foram confirmados 1.541 casos, a queda foi de 90,13%.
De acordo com Taíse Cavalcante, diretora de Vigilância em Saúde, a redução nos números é reflexo de todo o trabalho desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Aracaju com estratégias direcionadas ao controle do vetor. “A aplicação de inseticida nos pontos estratégicos, a coleta de pneus em parceria com a Emsurb, a retomada do Cata Treco e o Projeto Canto Limpo, realizado pelo Programa Saúde na Escola em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, são algumas das importantes ações que contribuíram para chegarmos a esses números. É importante ressaltar também a participação da população nesse trabalho de controle do Aedes aegypti”.