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Aracaju (SE), 12 de junho de 2026
POR: Ascom/Valmir de Francisquinho
Fonte: Ascom/Valmir de Francisquinho
Em: 11/06/2026 às 22:02
Pub.: 12 de junho de 2026

"A gente se encontra às cegas”: Valmir de Francisquinho critica falta de transparência e alerta para os riscos do endividamento bilionário de Sergipe

“A gente se encontra às cegas”: Valmir de Francisquinho critica falta de transparência e alerta para os riscos do endividamento bilionário de Sergipe - Foto: Ascom/Valmir de Francisquinho

O cenário fiscal de Sergipe tem sido alvo de intensos debates e preocupação. Sob a gestão do governador Fábio Mitidieri, o Estado já realizou empréstimos que somam quase R$ 4 bilhões, aprovados de forma célere pela Assembleia Legislativa (ALESE). 

O montante expressivo de R$ 3.856.036.200,36 vem acompanhado de justificativas consideradas vagas e de pouca transparência em relação ao destino final das verbas, gerando fortes críticas por parte de analistas e lideranças políticas. 

Em plena pré-campanha, Valmir de Francisquinho reforçou a importância da responsabilidade fiscal, alertando que o endividamento desenfreado pode comprometer gravemente o orçamento e o futuro das próximas gerações de sergipanos.

O curso natural da política

Para Valmir de Francisquinho, o ponto central da discussão gira em torno do direito básico ao acesso à informação. Ele aponta que a clareza sobre os gastos públicos não deveria ser uma exceção, mas a regra do jogo democrático.

“Quando a gente fala de transparência, é justamente para que a população e a oposição fiquem cientes de onde aqueles recursos estão sendo aplicados. Esse é o curso natural da política”, defendeu Valmir.

“O que não é natural é que, diante de um valor tão expressivo de quase quatro bilhões de reais, a destinação seja uma verdadeira incógnita”, completou. 

O pré-candidato exemplificou a situação citando projetos como o PL nº 327/2023, que destinou R$ 120 milhões para mobilidade e infraestrutura sob a justificativa genérica de atender a “diversos municípios”. 

Segundo Valmir, a falta de detalhamento engessa o papel de fiscalização dos cidadãos e das lideranças. “É muito importante que a Assembleia Legislativa debata essas questões com o povo, e que as avaliações desses empréstimos sejam minuciosas. Se eles especificam onde é a obra e o que será feito, a gente tem como cobrar. Mas quando a justificativa é vaga, a gente se encontra às cegas”, criticou.

O impacto coletivo

Valmir de Francisquinho também fez um apelo para que o debate supere o campo das rivalidades partidárias, uma vez que as consequências econômicas atingirão a todos, indistintamente. 

Um dos pontos mais críticos lembrados por ele é o Projeto de Lei nº 96/2024, que autorizou um empréstimo internacional de até USD 120 milhões (cerca de R$ 602,4 milhões).

“Independentemente de rivalidade política, nós todos somos e seremos afetados no futuro com a incerteza desses empréstimos. Estamos à mercê, inclusive, de variações do dólar, que podem inflar essa dívida e pesar no bolso de cada cidadão sergipano”, alertou o líder político.

O endividamento em moeda estrangeira cria uma indexação perigosa. Se o dólar subir, o saldo devedor do Estado aumenta automaticamente, sufocando a receita pública com juros e amortizações, o que pode paralisar investimentos futuros em áreas vitais como saúde, educação e segurança pública.

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