José Carlos Machado fala sobre o desafio da mobilidade urbana
José Carlos Machado fala sobre o desafio da mobilidade urbana (Foto: Assessoria José Carlos Machado)
“Aracaju é uma cidade em desenvolvimento e não é fácil promover mobilidade urbana. Mas há duas formas: uma delas é dotando a cidade com grandes obras, como viaduto, duplicação de vias, etc; a outra é criando um sistema de transporte coletivo eficiente, moderno e confiável”, afirma Machado.
Isso porque, para ele, dessa forma, a população se sentirá segura para deixar os carros em casa e utilizar o transporte coletivo. “Mas quando João assumiu, encontrou um plano de mobilidade com um processo de licitação suspenso pela Justiça e que contemplava apenas Aracaju”, comenta.
Segundo Machado, gestores de cidades da Grande Aracaju contestaram o plano. “Foi quando João, que assumiu um compromisso com a mobilidade durante a campanha, contratou o escritório de Jaime Lerner, uma das maiores autoridades na área, para reformular o plano”, conta o ex-deputado federal.
O novo projeto foi aprovado e o contrato de financiamento com a Caixa Econômica chegou a ser assinado, porém, descobriu-se que seria preciso alterar a legislação para que o serviço passasse a ser intermunicipal. “Mas, em virtude do excesso de burocracia, o projeto só foi votado em meados de 2016, ou seja, no final do mandato”, destaca.
Por isso, para Machado, o que Edvaldo Nogueira, prefeito de Aracaju, precisa fazer é ter celeridade com esse assunto. “Quatro anos passam voando”, ressalta. Além disso, o ex-deputado federal aponta a retomada da duplicação da Avenida Euclides Figueiredo, do DER até a entrada do Conjunto Alves, como ponto crucial para desafogar o trânsito.
“Inclusive, essa obra ficou contratada desde a gestão de João Alves”, revela. Outra ação que Machado considera importante para melhorar o trânsito da Capital é conseguir, junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a liberação para aumentar as faixas da Avenida Rio de Janeiro, em substituição à linha férrea, inutilizada há anos.
“Essa medida também foi cogitada pela nossa gestão, que tentou por diversas vezes essa liberação, mas, infelizmente, não conseguiu. Seria uma forma de dar à linha férrea um uso inteligente e, ao mesmo tempo, ajudará a resolver esse drama da falta de mobilidade”, diz Machado.