Negra e operária, pre-candidata do PSTU é única mulher na disputa ao governo de Sergipe
Após surpreender lançando a sergipana Vera Lúcia como pré-candidata a presidência da república, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU apresenta pré-candidaturas operárias ao governo de Sergipe. Além de negra e operária, Gilvani Alves até agora é a única mulher pre-candidata ao governo nessas eleições. Ela tem 50 anos, é petroleira e dirigente do sindicato da categoria (Sindipetro AL/SE). Trabalha no campo terrestre de Carmópolis, é muito respeitada na categoria, pela luta contra a privatização e desmonte da Petrobras, em defesa dos empregos e direitos trabalhadores e também em defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras.
Gilvani Alves e Djenal Prado (Foto: Assessoria)
Para vice, o partido apresenta a pré-candidatura do operário da indústria de cimento, Djenal Prado. Ele tem 57 anos, é morador do município de Laranjeiras, onde é reconhecido por quase três décadas de ativismo político e sindical. No último período ele também teve uma atuação importante em Sergipe junto aos movimentos em defesa de emprego, pelo direito à moradia digna e no recente apoio a greve dos caminhoneiros. “As pré-candidaturas de Gilvani e Djenal ao governo de Sergipe, são um orgulho para nosso partido. Estamos apresentando duas pré-candidaturas operárias e negras, tendo a única mulher como pré-candidata ao posto mais alto do comando estadual, para bater de frente com os candidatos dos bancos, grandes empresas e políticos corruptos”, defende Vera.
Recentemente o PSTU lançou um manifesto intitulado “Um chamado à rebelião, o Brasil precisa de uma revolução socialista”, que tem sido a base de apresentação de suas pré-candidaturas. Gilvani esclarece que o objetivo do manifesto é chamar os trabalhadores a transformar a revolta com o desemprego, a violência, a corrupção, o caos na saúde e na educação em ação organizada. “Precisamos derrubar Temer e todo o Congresso de Corruptos, mas não só”, explica. “O conjunto do povo pobre e trabalhador precisa saber que eleição nunca resolveu e nem vai resolver os problemas das nossas vidas. A única solução para o país é a classe trabalhadora tomar o poder em suas mãos, através de uma revolução. Imagine grandes assembleias nas fábricas, nos bairros populares, no campo, nas escolas discutindo os rumos do Estado e do país, elegendo representantes ao governo com mandatos revogáveis e sem privilégios. Só assim o produto do nosso trabalho, ou seja, toda a riqueza, será destinada ao atendimento das necessidades do conjunto dos trabalhadores e não ao lucro de meia dúzia de banqueiros, empresários e políticos”, conclui.
O Partido, que nas últimas eleições não fez coligações, deve seguir a mesma orientação para as eleições deste ano. “Nosso programa para governar Sergipe é radical. É profundamente contra tudo que está aí”, explica Djenal. “Queremos chamar os trabalhadores a derrubar Belivaldo, Jackson e essa assembleia legislativa inútil e corrupta. Também a lutar contra Amorim, Valadares, André Moura, Edivaldo e o PT, que se afunda no mesmo mar de lama. Todos eles já passaram pelo governo, há décadas têm cargos públicos e a vida do trabalhador sergipano só piora. O único compromisso que eles têm é com os empresários que financiam suas campanhas”.
Entre as medidas que o PSTU apresenta estão a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários para combater o desemprego, além de um plano de obras públicas em áreas essenciais como saneamento básico, construção de escolas e hospitais; reforma agrária radical, sob controle dos trabalhadores do campo; ocupação das fábricas que foram fechadas; fim das isenções fiscais e expropriação das empresas que foram beneficiadas e demitiram trabalhadores; Não a privatização, Petrobras, Deso e Banese 100% estatais, sob o controle dos trabalhadores.