Coordenador da Marcha da Família afirma: "Resolução LGBT sobre banheiros nas escolas é um panfleto ideológico e não uma lei"
Lúcio Flávio afirma que não cabe ao Conselho LGBT deliberar sobre o ambiente escolar e considera a resolução como uma proposta presunçosa.
Lúcio Flávio, coordenador da Marcha da Família - Foto: Assessoria Lúcio Flávio
O Coordenador Nacional da entidade conservadora chamada de Marcha da Família se manifestou em um vídeo publicado em sua rede social sobre a polêmica proposta da resolução de número 02/2023 do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, intersexos.
No vídeo, o coordenador aponta o Estatuto da Criança e do Adolescente como um dos empecilhos e relaciona três argumentos que, segundo ele, refutam a obrigatoriedade do uso do banheiro a partir da identidade de gênero.
A polêmica surgiu quando movimentos LGBT e ativistas começaram a compartilhar a resolução nas redes sociais, grupos de aplicativos de mensagens e junto a coordenações e diretorias de escolas.
Dois vídeos do presidente Lula, gravados durante a sua última campanha eleitoral, voltaram a circular nas redes com falas em que ele repudia o uso dos banheiros sugeridos pela resolução.
Rapidamente a polêmica tomou conta das redes sociais e o próprio Governo Federal teve que emitir nota de esclarecimento. “Além de gerar constrangimento em algumas garotas, em especial as cristãs, o que é considerado como crime segundo o ECA, a resolução do tal Conselho recriado pelo Governo Lula não passa de um panfleto ideológico. Trata-se da vontade deles. Não é lei. Não é obrigatório. Sem contar que, para a questão da esfera escolar, existe o Conselho Nacional de Educação que é o colegiado capaz de discutir com mais competência as questões ligadas a este ambiente. Por fim, por incrível que pareça, a própria resolução deixa claro que o ideal é ter um banheiro adicional, além do masculino e feminino, para que esta questão seja melhor resolvida, sem submeter ninguém a nenhum tipo de constrangimento”, afirmou Lúcio Flávio Rocha, Coordenador Nacional da Marcha da Família.