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Aracaju (SE), 06 de abril de 2026
POR: Rodrigo Alves
Fonte: Rodrigo Alves Assessoria de Imprensa e Marketing
Em: 06/04/2026 às 13:33
Pub.: 06 de abril de 2026

Médica com autismo reforça Abril Azul em Sergipe

Abril Azul reforça conscientização sobre o autismo e destaca trajetória da médica Dra. Karen Albuquerque, diagnosticada com TEA, no cuidado de crianças neuroatípicas

Dra. Karen Albuquerque - Foto: Divulgação

Abril Azul reforça conscientização sobre o autismo e destaca trajetória da médica Dra. Karen Albuquerque, diagnosticada com TEA, no cuidado de crianças neuroatípicas

O mês de abril é marcado mundialmente pela campanha Abril Azul, dedicada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de conscientizar a população, dar visibilidade ao autismo e promover uma sociedade mais inclusiva e menos preconceituosa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo.

Neste cenário, a história da médica sergipana Dra. Karen Albuquerque chama atenção por unir ciência, vivência pessoal e acolhimento a famílias de crianças neurodivergentes. Autora do best seller Neurodivergentes, o potencial além do diagnóstico, ela é especialista em Medicina de Família e Comunidade, com pós-graduação em Pediatria, UTI Pediátrica e Neonatal, Psiquiatria e Psiquiatria da Infância e Adolescência, e se tornou referência nacional no atendimento de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, como autismo, TDAH e TARE (Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo).

A trajetória profissional da médica está diretamente ligada à própria história de vida.
“Minha filha foi meu maior desafio. Mas também foi a minha salvação”, afirma Dra. Karen Albuquerque. Segundo ela, os desafios enfrentados pela filha, desde seletividade alimentar extrema até o diagnóstico de autismo, a motivaram a aprofundar os estudos sobre transtornos do neurodesenvolvimento e a ajudar outras famílias que enfrentam a mesma realidade.

Diagnóstico que cura feridas

A médica também recebeu posteriormente o diagnóstico de autismo, o que representou uma virada de chave em sua vida.
“Foi como encontrar respostas para dores da infância: a dificuldade em interagir, a aversão a certos alimentos, o conforto em bater a cabeça na parede. Tudo passou a fazer sentido”, relata. Para ela, o diagnóstico foi libertador e fortaleceu ainda mais sua missão de acolher famílias e orientar profissionais sobre o autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Além da atuação clínica, Dra. Karen é escritora e coautora do livro Simplificando o Autismo 2.0, além de autora e coordenadora da obra Neurodivergentes – O potencial além do diagnóstico e do Manual do TDAH. Nas publicações, ela une conhecimento científico e vivência pessoal, criando uma conexão com famílias, pacientes e profissionais de saúde.

Entre a ciência e o afeto: uma medicina com propósito

Atendendo presencialmente em Aracaju e por telemedicina para todo o Brasil, a médica se destaca pela abordagem humanizada e pelos planejamentos terapêuticos individualizados.
“Não basta fazer uma avaliação e entregar um relatório. É preciso acompanhar, revisar, trabalhar em conjunto com equipe multidisciplinar e escola. É isso que promove avanços reais”, explica.

Dra. Karen também é palestrante em eventos científicos e idealizadora de diversos projetos na área.

Ela reforça ainda a importância do diagnóstico precoce, especialmente na atenção primária à saúde.
“Não é incomum ver mães sendo invalidadas. Mas os estudos mostram que são elas as primeiras a perceberem que algo não vai bem. E não podemos ignorar esse chamado”, alerta.

A médica conclui com uma mensagem que resume sua trajetória e missão:
“Que todas as crianças sejam vistas com o olhar do possível. Que cada família encontre apoio e esperança. E que possamos chegar ao fim da vida com a certeza de que investimos no bem mais precioso que temos: nossos filhos.”

O Abril Azul, além de informar, reforça a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado, da inclusão e, principalmente, do respeito às diferenças, lembrando que cada pessoa autista possui habilidades, desafios e potencialidades únicas.


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