Autropopelido - Regras
Aracaju (SE), 21 de março de 2026
POR: Iracema Corso
Fonte: CUT/SE
Em: 31/05/2017
Pub.: 31 de maio de 2017

Centrais definem que farão nova Greve Geral em junho

Já foi decidido que os trabalhadores vão parar o Brasil novamente entre os dias 26 e 30.

Centrais definem que farão nova Greve Geral em junho (Foto: CUT/SE)

Centrais definem que farão nova Greve Geral em junho (Foto: CUT/SE)

Em Sergipe, dirigentes da Central Única dos Trabalhadores estão preparando a população para a necessidade de paralisar o Brasil novamente. Na última terça e quarta-feira, lideranças sindicais distribuíram panfletos nos terminais de ônibus do DIA, Rodoviária Nova e Rodoviária Velha, em Aracaju. O objetivo da ação: travar diálogo direto com a população sobre fim dos direitos trabalhistas e o fim da Previdência brasileira e suas consequências.

O vice-presidente da CUT, Plínio Pugliesi avaliou que a recepção da população foi muito boa. “Pelo diálogo que fizemos, percebemos que o povo concorda com a greve que aconteceu no dia 28 de abril que paralisou várias cidades do país e em Sergipe paralisou completamente Aracaju, uma vez que os ônibus não circularam e o comércio fechou e ainda aconteceram protestos em várias cidades do interior, a exemplo de Nossa Senhora da Glória, Lagarto, Ribeirópolis, Propriá, Canindé do São Francisco e Cristinápolis. As pessoas tanto aprovam a greve que aconteceu como entendem a necessidade urgente de paralisar o Brasil novamente para barrar as reformas da previdência e trabalhista que prejudicarão todos”, relatou.

No panfleto distribuído a CUT destacou o papel dos deputados federais Laércio Oliveira (Solidariedade) e André Moura (PSC) que votaram contra os trabalhadores e a favor da Reforma Trabalhista.

Articulação Nacional
Após encontro nessa segunda-feira (29) em que fizeram um balanço do Ocupa Brasília na última semana, a CUT e as demais centrais sindicais irão se reunir novamente na próxima segunda-feira (5), em São Paulo, para definir um calendário de mobilizações até a próxima Greve Geral.

A expectativa é que a paralisação aconteça entre os dias 26 e 30 deste mês e, como a manifestação do dia 28 de abril, também lutará contra as reformas do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). Porém, conforme aponta o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, terá o acréscimo do embate pelas Diretas Já. “Todas as nossas pautas, incluindo as reformas, tratam da democracia, porque democracia pressupõe igualdade de condições e tanto os ataques à aposentadoria quanto o roubo dos direitos trabalhistas desequilibram as relações entre os mais ricos e os mais pobres, patrões e trabalhadores. Acreditamos que essa ideia está chegando à sociedade e o primeiro passo é impedir que o povo seja excluído da escolha sobre quem comandará o país. Portanto, o primeiro passo é Diretas Já!”, apontou.

Com informações CUT Nacional


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