Centrais definem que farão nova Greve Geral em junho
Já foi decidido que os trabalhadores vão parar o Brasil novamente entre os dias 26 e 30.
Centrais definem que farão nova Greve Geral em junho (Foto: CUT/SE)
O vice-presidente da CUT, Plínio Pugliesi avaliou que a recepção da população foi muito boa. “Pelo diálogo que fizemos, percebemos que o povo concorda com a greve que aconteceu no dia 28 de abril que paralisou várias cidades do país e em Sergipe paralisou completamente Aracaju, uma vez que os ônibus não circularam e o comércio fechou e ainda aconteceram protestos em várias cidades do interior, a exemplo de Nossa Senhora da Glória, Lagarto, Ribeirópolis, Propriá, Canindé do São Francisco e Cristinápolis. As pessoas tanto aprovam a greve que aconteceu como entendem a necessidade urgente de paralisar o Brasil novamente para barrar as reformas da previdência e trabalhista que prejudicarão todos”, relatou.
No panfleto distribuído a CUT destacou o papel dos deputados federais Laércio Oliveira (Solidariedade) e André Moura (PSC) que votaram contra os trabalhadores e a favor da Reforma Trabalhista.
Articulação Nacional
Após encontro nessa segunda-feira (29) em que fizeram um balanço do Ocupa Brasília na última semana, a CUT e as demais centrais sindicais irão se reunir novamente na próxima segunda-feira (5), em São Paulo, para definir um calendário de mobilizações até a próxima Greve Geral.
A expectativa é que a paralisação aconteça entre os dias 26 e 30 deste mês e, como a manifestação do dia 28 de abril, também lutará contra as reformas do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). Porém, conforme aponta o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, terá o acréscimo do embate pelas Diretas Já. “Todas as nossas pautas, incluindo as reformas, tratam da democracia, porque democracia pressupõe igualdade de condições e tanto os ataques à aposentadoria quanto o roubo dos direitos trabalhistas desequilibram as relações entre os mais ricos e os mais pobres, patrões e trabalhadores. Acreditamos que essa ideia está chegando à sociedade e o primeiro passo é impedir que o povo seja excluído da escolha sobre quem comandará o país. Portanto, o primeiro passo é Diretas Já!”, apontou.
Com informações CUT Nacional