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Aracaju (SE), 04 de fevereiro de 2026
POR: Gabriel Damásio
Fonte: Ascom Unit
Em: 12/09/2025 às 07:16
Pub.: 12 de setembro de 2025

Boas relações sociais fortalecem o cérebro e retardam envelhecimento

Estudos científicos revelam que idosos engajados, com vínculos sociais fortes e hábitos saudáveis, têm menor risco de declínio cognitivo e vivem com mais qualidade de vida

Pesquisas mostram que vínculos afetivos ajudam a preservar a memória e reduzem o estresse - Foto: Acervo Unit

Pessoas idosas que cultivam boas relações interpessoais e são mais extrovertidas tendem a ter um envelhecimento com melhor qualidade de vida, resistindo principalmente aos efeitos da idade avançada sobre a cognição, a memória e o equilíbrio do sistema nervoso. esta conclusão vem sendo alcançada por diversos estudos científicos que investigam os chamados “super-idosos”, isto é, os que superam a marca dos 80 anos preservando a mesma capacidade de memória de pessoas com 20 ou 30 anos a menos. 

Um destes estudos, realizado por pesquisadores da Northwestern University, em Illinois (Estados Unidos), identificou que estes idosos priorizam o cultivo de relações interpessoais, ao participar de grupos e atividades, tendendo a ser mais sociáveis e extrovertidos. E que esses “super-idosos” são mais resistentes ao declínio cognitivo característico do envelhecimento avançado. Esta conclusão confirma a teoria de que as relações sociais podem interferir no funcionamento da saúde do corpo e da mente.

A pesquisadora Karollyni Bastos Andrade Dantas, aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Saúde da Universidade Tiradentes (PBS/Unit), explica que as interações positivas, baseadas em afeto, apoio emocional e cooperação, ativam áreas cerebrais ligadas à recompensa e reduzem a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol, o que favorece o equilíbrio do sistema nervoso e a resposta imunológica, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e depressivas. Por outro lado, as relações de conflito ou isolamento emocional aumentam a atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, um sistema neuroendócrino que controla a resposta do corpo ao stress. Isso torna o organismo mais vulnerável ao estresse crônico, à inflamação sistêmica e ao declínio cognitivo.

“A literatura científica indica que a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diretamente ligadas à saúde. Pessoas com redes sociais amplas e vínculos significativos apresentam maior longevidade, melhor qualidade de vida e maior resiliência psicológica. Já a falta de relações ou a solidão crônica estão associadas a maiores níveis de estresse, risco aumentado de depressão, ansiedade, comprometimento cognitivo e até mortalidade precoce”, diz Karollyni, citando que as que conexões sociais saudáveis são indicadores mais fortes de bem-estar e longevidade do que fatores como renda ou genética. “Indivíduos resilientes conseguem interpretar situações sociais adversas de forma mais adaptativa, preservando o equilíbrio emocional e reduzindo os impactos negativos sobre o corpo e a mente”, acrescenta.

Ativando o cérebro

Outro estudo neste sentido foi realizado em 2022, sob orientação do pesquisador Estélio Henrique Martin Dantas, coordenador do Laboratório de Biociências da Motricidade Humana (Labimh) e professor do PBS/Unit. Ele e sua equipe acompanharam 20 idosos com diagnóstico de declínio cognitivo leve que eram atendidos na rede pública de saúde de Campos dos Goytacazes (RJ), sendo alguns deles integrantes de um grupo de estimulação cognitiva. A pesquisa, cujas conclusões foram publicadas em um capítulo do livro “Exercícios para um Envelhecimento Saudável”, mostrou que a estimulação através do exercício físico e de atividades que desafiam o cérebro, como jogos, leitura, aprendizado de novas habilidades e, principalmente, a interação social, ajuda a fortalecer as conexões neurais e a manter a plasticidade cerebral.

“Além disso, a prática regular de exercícios físicos, adaptada às capacidades de cada indivíduo, melhora a circulação sanguínea no cérebro, estimula a produção de fatores neurotróficos (substâncias que promovem a saúde e o crescimento dos neurônios) e reduz o risco de doenças cardiovasculares, que são importantes fatores de risco para o Alzheimer. Portanto, a socialização e um estilo de vida ativo e estimulante são componentes essenciais para preservar a saúde cognitiva ao longo da vida”, afirma Estélio.

Para o professor da Unit, a correlação entre as boas relações e a longevidade dos superidosos “é notável e amplamente observada”. E que isso é perfeitamente possível se cada pessoa conseguir conciliar uma série de práticas saudáveis de cuidado com o corpo e com a saúde mental. “Na verdade, um conjunto de hábitos de vida saudáveis exerce um impacto sinérgico na longevidade e no bem-estar”, pontua o professor, citando aspectos como a espiritualidade, associada a menores níveis de estresse, e os ambientes livres de poluição do ar, sonora, visual e da água, que contribuem para a redução do estresse oxidativo e da inflamação crônica.  

“A combinação desses hábitos de vida saudáveis promove uma expressão epigenética favorável. Isso significa que conseguimos influenciar a forma como nossos genes se manifestam, fortalecendo o sistema imunológico, combatendo as doenças crônicas não transmissíveis e, ao diminuir o encurtamento dos telômeros (estruturas protetoras do DNA), refreando a velocidade do envelhecimento. Em última análise, essa abordagem holística contribui para uma vida mais longa, saudável e significativa”, conclui Estélio. 


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